Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

30 abril 2007

MUSEU DE CERA # 19 - MUGGSY SPANIER



Francis Joseph "Muggsy" Spanier nasceu em Chicago a 9/nov/1906 e desde os 13 anos executava o cornetim encantando-se com o Jazz assim que viu e ouviu King Oliver em sua cidade. Seu primeiro trabalho profissional se deu em 1921 com a Elmer Schoebel Band. Em 1927/28 fez suas primeiras gravações com os Chicago Rhythm Kings contando com Frank Teschemacher, Gene Krupa e Eddie Condon. Pertenceu a várias orquestras inclusive a de Ted Lewis com a qual fez 2 filmes. Juntou-se ao grupo de Ben Pollack em 1936, mas em janeiro de 1938 teve um colapso devido ao alcoolismo, quase morrendo, sendo internado no Hospital and Touro Infirmary de New Orleans. A previsão de seu médico Dr. Alton Ochsner era de que não mais sopraria um cornetim, contudo após 14 meses deu a volta por cima e retornou à ativa, formando um excelente grupo com o trombonista George Brunies ― Muggsy Spanier's Ragtime Band estreando a 29/abril/1939 no Sherman Hotel's Old Town Room. No ano de 1940 Muggsy esteve em New York tocando com Max Kaminsky, Miff Mole, Brad Gowans, e outros, os quais participaram da famosa "Jam Session at Commodore". Depois Muggsy juntou-se a Bob Crosby Dixieland Big Band e de 1941 a 1943 tocou com sua própria Dixieland Band gravando para a Decca. De 1944 a 48 Muggsy tocou com pequenos grupos em New York e em 1949 excursionou por todo os EUA com um sexteto. A partir de 1957 se estabeleceu em San Francisco em grupos com o pianista Earl Hines até sua morte em 12/fev/1967.
Músico branco [como diria Hugues Panassié ― "née de race blanche"] que juntamente com Bix e McPartland absorveram o espírito negróide da música de Jazz contido nos cornetins de Armstrong, King Oliver e Tommy Ladnier. Muggsy com sua Ragtime Band restabeleceu o brilhantismo do DIXIELAND por toda Chicago e depois New York. Talvez tenha sido o melhor motivo para o REVIVAL ― um movimento de recriação e resgate do Jazz tradicional e de seus músicos veteranos ocorrido a partir de 1939 e estendendo-se até o final da década de 40. Foram reencontrados músicos como Bunk Johnson (tp), George Lewis (cl), Mutt Carey (tp) e renovadas as forças de outros como Kid Ory (tb), Sidney Bechet (cl, ss), Tommy Ladnier (tp), Albert Nicholas (cl), Jelly Roll Morton (pi) e dos brancos do dixieland como Eddie Condon (gt), Bud Freeman (st), Eddie Miller (st), Pee Wee Russsell (cl), Bobby Hacket (tp) e ainda o francês Claude Luter (cl), o inglês Humphrey Lyttelton (tp, cl) e outros.... além do próprio Muggsy Spanier.
Escolhemos para ilustrar a participação de Muggsy no Museu uma de suas primeiras atuações fonográficas - I FOUND A NEW BABY (Spencer Williams - Jack Palmer)
Chicago Rhythm Kings – Muggsy Spanier (cornetim), Frank Teschemacher (cl), Milton Mezzrow (st), Joe Sullivan (pi), Eddie Condon (bj e líder), Jim Lannigan (tuba) e Gene Krupa (bat).
Gravação original: Brunswick 4001 de 4/abril/1928 – Chicago.
Fonte: CD – Chicago Jazz 1927/1928 – Oscar Records – OSC301 – USA - 1992




i found a new baby...

28 abril 2007

MAURO SENISE / ITAMAR ASSIERE DUO - Domingo, 29/4, 11:30, Auditório Memorial Getúlio Vargas

Mail da sempre gentil Ana Luiza Marinho noticia este concerto imperdível, amanhã, domingo, com entrada franca.

Nosso espaço, Senise e Ana Luiza, está sempre aberto à divulgação da melhor música.

KIND OF BLUE, A HISTÓRIA

Kind of Blue, a história da obra-prima de Miles Davis é o livro de Ashey Kahn que chega nas nossa livrarias pela editora Barracuda contando os bastidores dessa gravação que, para muitos, é um daqueles discos de se levar para uma ilha deserta. Eu levo !
Tem prefácio do baterista Jimmy Cobb, então o único sobrevivente do sexteto do disco, cujas sessões também participaram Coltrane, Cannonball Adderley, Bill Evans, Wynton Kelly e Paul Chambers.
Como conta Jimmy Cobb em entrevista em 3 de julho de 2000, foi uma surpresa quando convidado a redigir o prefácio, afinal não é escritor e sim músico, mas relata em algumas palavras a energia daqueles momentos e fala sobre cada um dos integrantes.
Diz ele que seria impossível aquela banda soar mal, afinal eram músicos fantásticos, em destaque para Paul Chambers, o melhor dos jovens contrabaixistas na época, da escola de Oscar Pettiford. Sobre Bill Evans, que pensava em alguém obrigado pela mãe a treinar a vida inteira, daqueles que passou por escolas de música e conservatórios e tocou muita música clássica até encontrar seu próprio caminho. Da influência caribenha de Wynton Kelly, de Cannonbal ao estilo de Benny Carter e Parker, de um Coltrane influenciado por Coleman Hawkings, Lester Young e mais tarde por Sonny Rollins e o próprio Miles que, bem, de todos os trompetistas, de Louis Armstrong. Diz ele que Miles sempre quis tocar como Dizzy e que morou com Clark Terry, de quem aprendeu muito. Sobre ele próprio, Jimmy diz que sempre escutou a banda de Billy Eckstine com Art Blakey, além de Gene Krupa, Buddy Rich, Max Roach e Philly Joe.
Referencia Kind of Blue dizendo que consegue ouvir a alma de todos esses músicos neste album, que foi um registro muito diferente do que Miles vinha fazendo na época.

Ashley Kahn é jornalista de música e produtor de rádio. É autor também de A Love Supreme: The Story of John Coltrane´s Signature Album e The House That Trane Built: The Story of Impulse Records.

27 abril 2007

COLUNA DO LOC

Em destaque, Ornette Coleman.

JB, Caderno B, 27 de abril de 2007.

[clique para ampliar]

26 abril 2007

ARMAZÉM DIGITAL DO LEBLON COMO ESPAÇO DE SHOWS


Na carência de espaços de show aqui no RJ após a hibernação do Mistura Fina, o Armazém Digital do Leblon vem promovendo shows de qualidade há algum tempo e vem se tornando uma opção de verdade para os que gostam da boa música.


Estive lá assistindo ao show do Marcos Amorim Trio, showzão por sinal, e o espaço é bem legal apesar da lotação limitada.

E os eventos continuam ...

Nesta sexta-feira, 27 /04, o guitarrista holandês Jan Dumée se reúne com o contrabaixista Paulo Russo, o pianista Rafael Vernet e o baterista Xande Figueiredo para apresentar um show que realmente promete, visto que esta apresentação é reprise da que foi feita na semana passada. O público pediu "bis" e estão de volta.
É curioso, visto que Jan Dummée tem histórico roqueiro, era o nome de frente da banda holandesa Focus, e aqui faz frente a um trio que sabe fazer jazz da melhor qualidade.

No sábado, 28 /04 , quem se apresenta é o grupo Azymuth, composto por Ivan Conti "Mamão" na bateria, Alex Malheiros no baixo e José Roberto Bertrami nos teclados relançando o primeiro CD da carreira do grupo. O grupo inicia turnê pela Europa no próximo mês.

E todas as quartas-feiras, sem couvert artístico, tem continuidade o Prosper Jam, liderado pelo saxofonista Afonso "AC" Claudio, e em 02/05 o convidado é o trompetista Guilherme Dias Gomes, ao lado do pianista Marco Tommaso, contrabaixista Tony Botelho e o baterista Renato Massa. É noite de jazz !

O Armazém Digital Leblon fica na Avenida Ataulfo de Paiva, 270 - subsolo, no Rio Design Leblon
O telefone é (21) 2274 5999
O horário dos shows é às 20hs.
RETRATOS
01. CLIFFORD BROWN (F)
Seqüência e Final da Discografia
(06/05/1955 até final em 31/05/1956 ou 25/06/1956)

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Mesma formação anterior (isto é, a de 23, 24 e 25/02/1955).
06/05/1955, Carnegie Hall, New York City. Albuns da Hall Of Fame: “Count Basie With His All Time Great Orchestra” e “Gene Krupa Quartet, Max Roach - Clifford Brown Quintet”.
01. I Get A Kick Out Of You
02. The Blues Walk

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Mesma formação anterior.
30/06/1955, Bee Hive Club, Chicago, Illinois. Albuns da Philology: “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 18” e “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 19”.
01. Jordu, final truncado
02. Medley: My Funny Valentine / Darn That dream / It Might As Well Be Spring
03. What Am I Here For
04. After You’ve Gone
05. Blues
06. The Song Is You, final truncado

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Mesma formação anterior. Apresentação e encerramento por Willis Conover.
16/07/1955, Newport Jazz Festival. Album da Philology: “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 6”.
01. Daahoud
02. A Ghost Of A Chance
03. Jaqui
04. I Get A Kick Out Of You
Ainda no festival Clifford Brown apresentou-se com Chet Baker (trumpete), Paul Desmond (sax.alto), Gerry Mulligan (sax.barítono), Richie Powell (piano), George Morrow (baixo), Max Roach (bateria) e mais um clarinetista não identificado, no tema “Tea For Two”, também constante desse Volume 6 da Philology.

Clifford Brown - Max Roach Septet
Clifford Brown (trumpete), Nicky Hill e Sonny Rollins (exceto em 04) (saxes.tenor), Leo Blevins (guitarra), Billy Wallace (exceto em 05) e Chris Anderson (em 05) (pianos), George Morrow (baixo) e Max Roach (bateria).
07/11/1955, Bee Hive Club, Chicago, Illinois. Albuns da Victor: “Clifford Brown/Max Roach - Raw Genius 1” e “Clifford Brown/Max Roach - Raw Genius 2”. Album da Columbia: “Clifford Brown And Max Roach Live At The Bee Hive”. Albuns da Philology: “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 10” e “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 11”.
01. I'll Remember April, seqüência 1 e 2
02. Woody'n You
03. Hot House
04. Walkin'
05. Cherokee

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Clifford Brown (trumpete), Sonny Rollins (sax.tenor), Richie Powell (piano), George Morrow (baixo) e Max Roach (bateria).
(?) 1955 / 1956, New York. Albuns da Philology: “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 1”, “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 3” e “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 4”
01. Take The “A” Train
02. Darn That Dream
03. Nice Work If You Can Get It, parcial
04. Blues
05. Jordu
06. Get Happy, com final truncado
07. Waltz Hot, parcial
08. Delilah
09. Lover

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Clifford Brown (trumpete), Sonny Rollins (sax.tenor), Richie Powell (piano), George Morrow (baixo) e Max Roach (bateria).
04/01/1956, New York City. Albuns da EmArcy: “Clifford Brown And Max Roach At Basin Street”, “Various Artists - The Young Ones Of Jazz”, “Clifford Brown - The Quintet, Volume 2” e “Clifford Brown - More Study In Brown”. Album da Limelight: “The Immortal Clifford Brown”.
01. Gertrude's Bounce
02. Junior's Arrival (ou “Step Lightly”)
03. Powell's Prances

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Mesma formação anterior, mais Nicky Hill (sax. Tenor).
Ao vivo, início de 1956, New York City. Album da Elektra/Musician: “Clifford Brown - Pure Genius, Volume 1”. Album da Philology: “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 12”.
01. I'll Remember April
02. What's New?
03. Daahoud
04. Lover Man (ou “Oh, Where Can You Be ?”)
05. 52nd Street Theme

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Mesma formação anterior.
16 e 17/02/1956, New York City. Albuns da EmArcy: “Clifford Brown And Max Roach At Basin Street”, “The Complete EmArcy Recordings Of Clifford Brown – Brownie”, “Clifford Brown - More Study In Brown”, “Clifford Brown - Remember Clifford”. Album da Limelight: “The Immortal Clifford Brown”.
01. What Is This Thing Called Love?
02. What Is This Thing Called Love? (alternate take)
03. Love Is A Many-Splendored Thing (parcial)
04. Love Is A Many-Splendored Thing
05. Love Is A Many-Splendored Thing (alternate take)
06. I'll Remember April
07. I'll Remember April (incompleto)
08. I'll Remember April (alternate take)
09. Time
10. The Scene Is Clean
11. Flossie Lou
12. Flossie Lou (alternate take 1)
13. Flossie Lou (alternate take 2)
14. Flossie Lou (alternate take 3)
15. Flossie Lou (incompleto)

Sonny Rollins plus Four
Mesma formação anterior.
22/03/1956, New York City. Albuns da Prestige: “Sonny Rollins Plus 4”(também Fantasy OJC), “Sonny Rollins/Clifford Brown/Max Roach - 3 Giants!” (02 albuns), “Sonny Rollins - Saxophone Colossus And More” e “Sonny Rollins”.
01. I Feel A Song Comin' On
02. Pent-Up House
03. Valse Hot
04. Kiss And Run

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Mesma formação.
28/04/1956, Basin Street Club, New York City. Album italiano da Ingo: “Max Roach - Clifford Brown Quintet Live At Basin Street, April, 1956”. Album da Mainman: “Bird Flies With 'The Herd' Also Clifford Brown”.
01. Valse Hot (ou “Waltz Hot”)
02. I Feel A Song Comin' On

Clifford Brown Quintet
Clifford Brown (trumpete), Sonny Rollins (sax.tenor), Richie Powell (piano), George Morrow (baixo) e Willie Jones (bateria).
06/05/1956, Basin Street Club, New York City. Album italiano da Ingo: “Max Roach - Clifford Brown Quintet Live At Basin Street, April, 1956”.
01. Sweet Clifford
02. What's New?
03. Daahoud

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Clifford Brown (trumpete), Sonny Stitt (sax.alto em 08), Sonny Rollins (sax.tenor), Richie Powell (piano, a confirmar), George Morrow (baixo, a confirmar) e Max Roach (bateria). Locutor Bob Story.
18/06/1956, Rádio WIOR desde o Continental Restaurant, Norfolk, Virgínia. Albuns da Philology: “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 7” e “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 8”.
01. Just One Of Those Things
02. You Go To My Head
03. Good Bait, parcial
04. One For My Baby
05. Someone To Watch Over Me
06. What's New?
07. These Foolish Things
08. I Get A Kick Out Of You

Clifford Brown Sextet
Clifford Brown (trumpete), Billy Root (em 01 e 03) e Mel "Ziggy" Vines (em 03) (saxes.tenor), Sam Dockery (piano), Ace Tisone (baixo) e Ellis Tollin (bateria).
Controvérsia sobre a data: 31/05/1956 ou 25/06/1956 (véspera do acidente de automóvel que vitimou Clifford Brown), Music City Club, Filadélfia, Pensilvânia. Álbum da Columbia: “Clifford Brown - The Beginning And The End”.
01. A Night In Tunisia
02. Donna Lee
03. Walkin'

O álbum “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 20” da Philology indica o tema “Ornithology” como tocado em 1946 por Clifford com seu então professor Robert Lowery ao sax.alto, em Wilmington (terra natal de Clifford Brown). Clifford teria então 15 ou 16 anos. Pela gravação (sonoridade, digitação) é difícil constatar se seria mesmo Clifford: em caso afirmativo esse seria o primeiro registro gravado de nosso ora retratado.

Indicações
O album duplo nacional da EmArcy Jazz Series “Clifford Brown – The Quintet”, contem 14 temas gravados entre Agosto/1954 e Fevereiro/1955, com destaques para “Jordu” (primeira gravação desse tema de Duke Jordan, que tornou-se um clássico), “Gost Of A Chance”, “A Get A Kick Out Of You”, “Joy Spring”(!!!), “Daahoud” e o inesquecível solo de Clifford no clássico “Stompin’ At The Savoy”.

A sublime interpretação de “What’s New?” (R. Haggart e Johnny Burke) de 1955 no “Clifford Brown With Strings”, é apenas uma preparação para a superior execução do mesmo tema no “Pure Genius, Volume I” de 1956, álbum que nos brinda com um extenso e irretocável “I’ll Remember April”: técnica e feeling em níveis máximos, em que os andamentos lentos permitem revelar a perfeição total.

O “Clifford Brown Jazz Imortal Featuring Zoot Sims” (1954) inclui belíssimo arranjo para “Gone With The Wind”, enquanto que o “At Basin Strret”, já com Sonny Rollins ao tenor, contem 02 versões “curtas” (apenas 9’15” e 9’38”) quando comparadas com os 20 minutos de “I’ll Remember April” no “Pure Genius, Volume I” de 1956.

No “Study In Brown” de Fevereiro/1955 temos um desfile de gemas preciosas, culminadas com a atuação de Max Roach na intro e na coda de “Take The A Train”.

“The Begining And The End” da Columbia (série “Jazz Masterpieces”) nos traz um “Donna Lee” (25/Junho/1956) com Clifford no auge da perfeição técnica: lógica de improvisação, respiração, digitação, swing e fraseados a serviço de 7’11” de pura delícia, ainda assim o “canto do cisne” na véspera do lamentável e trágico acidente do dia seguinte.

Cabe a pergunta inicial de MAJOR: se vivo, até que alturas e caminhos Clifford Brown teria levado o JAZZ???!!!...

A seguir: RETRATOS 02.
ART PEPPER

25 abril 2007

DO OUTRO LADO DO JAZZ # 13

O SOM NO RÁDIO

Desde sua criação houve uma forte ligação da música de Jazz com as transmissões radiofônicas, estas inauguradas em 1922 pela emissora KDKA de Pittsburgh, Pennsylvania e pertencente a Westinghouse Electric & Manufacturing Company com o programa “Jazz versus Classics”.
Em 1923 a ODJB inaugurava a fórmula de transmissões diretas de um local externo ao estúdio, no caso diretamente do restaurante e night club do Copley Plaza Hotel de Boston. Nas décadas de 30/40 este tipo de transmissão externa foi por demais comum, naturalmente dos night clubs e dos hotéis mais famosos passando a ser conhecida como as RADIO BAND REMOTES.
Na era swing foram extremamente populares também as transmissões “coast to coast” (costa a costa) com a apresentação de uma big band (abre-se este parentêsis para uma curiosidade relativa a esses programas quando, por vezes, o locutor declarava em tom irônico: -“boa noite.... San Francisco, bom dia.... New York, dada a diferença de fusos horários entre as 2 costas norte-americanas de 4 horas).
O mais famoso e consagrado programa regular foi “Jazz USA” transmitido desde 1952 através das emissoras de ondas curtas The Voice Of America do governo norte-americano, alcançando praticamente todo o mundo. A apresentação era feita pela inconfundível voz grave de Willis Connover.
Algumas rádios dedicaram-se exclusivamente à divulgação da música de Jazz, como a WRVR de New York a partir de 1959, a KBCA de Los Angeles de 1961 em diante e de algumas universidades como a KCRW de Santa Monica e a KKGO de Los Angeles. Na Europa o início das transmissões de Jazz se deu em 28/nov/1934, na França, quando a banda de Louis Armstrong foi transmitida do estúdio da Poste Parisien em cadeia nacional.

RADIO BAND REMOTES - foi a expressão que designou as transmissões de rádio "ao vivo" no início deste importante veículo de divulgação e entretenimento nas décadas de 30 e 40. Costumava-se locar a transmissão em night clubs ou mesmo nos restaurantes de famosos e luxuosos hotéis, apresentando sempre os mais recentes sucessos (tanto jazzísticos quanto comerciais) de uma big band. Os programas eram curtos, de 15 a 30 minutos, e bancados pelas emissoras, raramente tinham patrocínio excetuando-se um breve período para o "Coca Cola's Victory Parade Of Spotlight Bands".
Formava-se uma grande rede nacional de costa-a-costa dos EUA e as duas maiores cadeias eram da CBS (Columbia Broadcast System) e da NBC (National Broadcast Corporation, controlada pela RCA Victor). Havia um mestre de cerimônias que sempre anunciava a banda e ía apresentando os números musicais. A qualidade técnica deixava a desejar em comparação com as gravações, mesmo em se tratando ainda de 78rpm, contudo tais audições viraram uma verdadeira epidemia para os norte-americanos que todas as noites aguardavam as "remotes".
As grandes cidades que geravam tais programas eram New York, Boston, Chicago, Holywood, San Francisco, New Orleans, Kansas City, Los Angeles e Las Vegas.
Camel Caravan Radio Show Broadcast foi um programa levado ao ar de 1933 a 1954. O nome provém dos cigarros Camel, cujo fabricante era o patrocinador do show. Vários músicos de Jazz e crooners apresentaram-se nesse programa, alguns em temporada como Benny Goodman de 1936 - 39, Bob Crosby 1939-40, e outros.
Já nos anos 50 com o advento dos programas com disc-jockey e da televisão este tipo de programa foi escasseando, mas a última audição de que se tem notícia foi em 1962.
Ouçamos então uma REMOTE com a Benny Goodman Orchestra diretamente do Manhattan Room do faustoso Hotel Pensylvania de New York transmitida em uma terça-feira a 30/nov/1937.




RADIO BAND REMOTE ...

24 abril 2007

IDRISS NO "VELHO ARMAZEM"

Foi espetacular a apresentação de Idriss Boudrioua no "Velho Armazem" de Niterói em 19 do corrente. Acompanhado pelo anfitrião Marvio Ciribelli aos teclados, Santa Rosa ao contrabaixo e Guilherme Gonçalves à bateria, Idriss como sempre, apresentou aquele grau de excelência em suas performances, com invejável bom gosto na construção dos improvisos. Entre outras pérolas tivemos : "Four", "Nardis", "Straigh no chaser", "Stella by Starlight" e uma excepcional versão de "Cherokee'". E ainda fomos premiados com um "Happy Birthday" jazzístico. Grandes músicos, grandes amigos.

HAMLETO STAMATO TRIO É INDICADO AO PRÊMIO TIM DE MÚSICA 2007 POR SEU ‘SPEED SAMBA JAZZ’

Hamleto Stamato Jr., pianista, compositor, arranjador e produtor, é filho do brilhante saxofonista e flautista Hamleto Stamato, que formava o conjunto de Hermeto Pascoal na década de 70. Em 1988, tornou-se profissional, sendo logo reconhecido como um dos mais promissores pianistas da nova geração. Seu percurso começou em shows fora do Brasil. Tocou com Claudia Telles, Marisa Gata Mansa, Tim Maia, Danilo Caymmi; com Rosa Passos, viajou em turnês pela Venezuela, Espanha, Suécia e Dinamarca. Tocou em Moscou, no Free Jazz Festival e no Queen’s Theater em Nova Iorque. Desde 1995 vem assinando grandes produções na TV Globo como Criança Esperança, Brasil 500 anos (Shows ao vivo na França durante a Copa do Mundo em 1998 e em Brasília em 2000), transmitidos para o Brasil e outros países da América Latina, Fama, Estação Globo, entre outros.

Em 2003, lançou seu primeiro disco solo, Speed Samba Jazz, onde resgatava o formato de trio, eternizado pelo lendário baterista Milton Banana. A resposta da crítica e do público foi tão boa que Speed Samba Jazz se transformou em uma trilogia, completada com esta indicação ao Prêmio TIM 2007.

Speed Samba Jazz 3 (Delira Música), lançado em 2006, traz no baixo Ney Conceição e na bateria Erivelton Silva. Indicado ao Prêmio Tim de Música na categoria “Melhor Grupo Instrumental”, Hamleto Stamato Trio se apresenta no próximo dia 17 de maio interpretando o repertório deste último CD.

Why Not (Michel Camilo), Café com Pão (João Donato), Melancia (Rique Pantoja), Nothing Personal (Don Grolnick) e De Bem com a Vida (Alberto Rosemblit), são algumas músicas do repertório, com arranjos de Hamleto Stamato em versões aceleradas no mais puro samba-jazz.

“Há muito Hamleto Stamato passou do estágio de promessa para alcançar a maturidade, tornando-se uma radiosa realidade no panorama musical do nosso país.” - José Domingos Raffaelli (crítico de jazz e música brasileira)


17 de Maio - quinta-feira - 21 horas
Espírito das Artes - Cobal do Humaitá
Rua Voluntários da Pátria, 446 - Mezanino
RETRATOS
01. CLIFFORD BROWN (E)
Seqüência da Discografia (14/08/1954 até 25/02/1955)


Dinah Washington With Clifford Brown/Max Roach Tentet
Dinah Washington(menos em 01, 04 e 07) (vocal), Clifford Brown, Maynard Ferguson e Clark Terry (este menos em 03) (trumpetes), Herb Geller (sax.alto em 01, 04, 06, 07, 08 e 09), Harold Land (sax.tenor menos em 02 e 03), Richie Powell (menos em 03 e 06) e Junior Mance (menos em 05) (pianos), Keter Betts (em 01, 04, 07 e 08) e George Morrow (02, 03, 05, 06 e 09) (baixos) e Max Roach (bateria).
14/08/1954, Los Angeles, Califórnia. Albuns da EmArcy: “Various Artists - Jam Session”, “Dinah Jams Featuring Dinah Washington”, “Clifford Brown - Jams 2”, “ Various Artists - This Is High Fidelity Jazz - Modern High Fidelity Sounds From EmArcy” e “Various Artists - Jam Session”. Album da Universal: “Dinah Jams Featuring Dinah Washington + 4”. Album da Limelight: “The Immortal Clifford Brown.
01. What Is This Thing Called Love?
02. I've Got You Under My Skin
03. No More
04. Move
05. Darn That Dream
06. You Go To My Head
07. Medley: My Funny Valentine / Don't Worry 'Bout Me / Bess, You Is My Woman Now e It Might As Well Be Spring
08. Lover Come Back To Me
09. I'll Remember April

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Clifford Brown (trumpete), Harold Land (sax.tenor), Richie Powell (piano), George Morrow (baixo) e Max Roach (bateria). Mestre de Cerimônias Gene Norman.
30/08/1954, California Club, Los Angeles, Califórnia. Album da GNP (“Gene Norman Presents”): “The Best Of Max Roach And Clifford Brown In Concert!”
01. Jordu
02. I Can't Get Started
03. I Get A Kick Out Of You
04. Parisian Thoroughfare

Sarah Vaughan With Clifford Brown Sextet
Sarah Vaughan (vocal), Clifford Brown (trumpete), Paul Quinichette (sax.tenor), Herbie Man (flauta), Jimmy Jones (piano), Joe Benjamin (baixo) e Roy Haynes (bateria).
16 e 18/12/1954, Fine Sound Studios, New York City. Albuns EmARcy: “Sarah Vaughan”, “Various Artists - Today Is Bargain Day - A Collection Of All Star High Fidelity Recordings”, “Sarah Vaughan - Lullaby Of Birdland”, “Sarah Vaughan - Sincerely, Sarah”, “Sarah Vaughan - The Devine Sarah” e “Sarah Vaughan”. Album da Limelight: “The Immortal Clifford Brown”. Album da Mercury: “The Complete Sarah Vaughan On Mercury, Volume 1: Great Jazz Years 1954-1956”.
01. September Song
02. Lullaby Of Birdland
03. Lullaby Of Birdland (versão editada)
04. I'm Glad There Is You
05. You're Not The Kind
06. Jim
07. He's My Guy
08. April In Paris
09. It's Crazy
10. Embraceable You

Helen Merrill With Quincy Jones And His Orchestra (arranjos de Quincy Jones)
Helen Merrill (vocal), Clifford Brown (trumpete), Danny Bank (flauta e sax.barítono), Barry Galbraith (guitarra), Jimmy Jones (piano), Milt Hinton (baixo) e Osie Johnson (bateria).
22/12/1954, Fine Sound Studios, New York City. Albuns da EmArcy: “Helen Merrill”, “Hush Featuring Helen Merrill” e “Soul Featuring Helen Merrill”.
01. Don't Explain
02. Born To Be Blue
03. You'd Be So Nice To Come Home To
04. 'S Wonderful

Helen Merrill With Quincy Jones And His Orchestra (arranjos de Quincy Jones)
Helen Merrill (vocal), Clifford Brown (trumpete), Danny Bank (flauta e sax.barítono), Barry Galbraith (guitarra), Jimmy Jones (piano), Oscar Pettiford (baixo) e Bobby Donaldson (bateria).
24/12/1954, Fine Sound Studios, New York City. Albuns da EmArcy: “Helen Merrill” e “Soul Featuring Helen Merrill”.
01. Yesterdays
02. Falling In Love With Love
03. What's New?

Clifford Brown Solo
Clifford Brown (trumpete, exercícios).
1954 (???), residência de Clifford Brown, Filadélfia, Pensilvânia. Álbuns da Philology: “Clifford Brown/Chet Baker - Trumpet Genius Of Fifties: Black And White Series, Vol. 1” e “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 1”.
01. Cherokee
02. All God’s Chillum Got Rhythm
03. It Could Happen To You + They Can’t Take That Away From Me
04. Night And Day
05. I’ll Remember April
06. Brownie Sings

Clifford Brown Solo
Clifford Brown (trumpete, exercícios).
1954 (???), residência de Clifford Brown, Filadélfia, Pensilvânia. Álbum da Philology: “Clifford Brown – Brownie’s Eyes, Volume 2”
01. Clifford pratica com gravações de Dizzy Gillespie
02. Au Privave

Clifford Brown - Max Roach Quintet With Neal Hefti Orchestra (arranjos de Neal Hefti)
Clifford Brown (trumpete), Barry Galbraith (guitarra), Richie Powell (piano), George Morrow (baixo), Max Roach (bateria) e 09 cordas (6 violinos, 2 violas, 1 violoncelo).
18, 19 e 20/01/1955, Fine Sound Studios, New York City. Albuns EmArcy: “Clifford Brown With Strings”, “For Jazz Lovers”, “Portraits By Clifford Brown” e “Clifford Brown – Lush Sounds”. Album da Mercury: “Clifford Brown - Remember Clifford”. Albuns da Limelight: “The Immortal Clifford Brown” e “Clifford Brown - Daahoud with Embraceable You”.
01. Portrait Of Jennie
02. What's New?
03. Yesterdays
04. Where Or When
05. Can't Help Lovin' That Man
06. Smoke Gets In Your Eyes
07. Laura
08. Memories Of You
09. Embraceable You
10. Blue Moon
11. Willow Weep For Me
12.Stardust

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Clifford Brown (trumpete), Harold Land (sax.tenor), Richie Powell (piano), George Morrow (baixo) e Max Roach (bateria).
23, 24 e 25/02/1955, Capitol Studio, New York City. Albuns da EmArcy: “Clifford Brown/Max Roach - Study In Brown”, “Clifford Brown - More Study In Brown”, “Various Artists - Trumpet Interlude”, “Clifford Brown - Study In Brown”, “Clifford Brown And Max Roach” e “Various Artists - Jazz Of Two Decades”. Album da Limelight: “The Immortal Clifford Brown”. Album da Mercury: “Clifford Brown - Remember Clifford”. *
01. Gerkin' For Perkin'
02. Take The "A" Train
03. Land's End
04. Land's End (alternate take)
05. Swingin'
06. George's Dilemma
07. If I Love Again
08. The Blues Walk
09. The Blues Walk (alternate take)
10. What Am I Here For
11. Cherokee (ou “Indian Love Song”)
12. Jacqui
13. Sandu

(Continua em F, 06/05/1955 até o final)

21 abril 2007

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

Num momento em que a era do descartável prevalece, é com grande satisfação que verifiquei na lista de indicados ao Prêmio Tim, os nomes de Leny Andrade e Rosa Passos concorrendo ao prêmio de melhor cantora, de Hamleto Stamato com o seu Speed SambaJazz III para o melhor grupo (que traz o belíssimo "De bem com a vida, de Alberto Rosemblit), de Mário Adnet como arranjador por Jobim Jazz e ainda como melhor disco instrumental, pelo mesmo album.

Ah, na categoria 'melhor grupo de MPB', está o conjunto vocal OS Cariocas.

Por fim, Leny Andrade e Rosa Passos estão também competindo pelo Prêmio de melhor cantora pelo voto popular...

O Link com maiores informações é o que segue:

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/04/18/295407088.asp

A premiação ocorrerá no dia 16.05.2007, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

SOUNDSCAPE É A NOSSA BIG BAND

"Bravo! A record company in Brazil that is devoted only to jazz"
Palavras de Sue Mingus, viúva e guardiã do legado de Charles Mingus, sobre o novo disco da big band paulista Soundscape Big Band Jazz chamado Uncle Charles, pelo selo Guandana Music.

Uma verdadeira big band, um som que entusiasma pela originalidade dos arranjos e um repertório voltado para o jazz, com muito swing e muito tempero de bop.
Em seu primeiro disco, disponível para os internautas no site da banda - www.soundscape.com.br - o grupo já mostrava muita energia.
E neste segundo disco não foi diferente, 11 composições e uma homenagem explícita a Charles Mingus no tema Goodbye Mingus, com citação de Goodbye Pork Pie Hat.
Dos demais temas,
além das composições próprias temos Boogie Stop Shuffle (Mingus), Byrd Like (Freddie Hubbard) e Dolphin Dance (Hancock).

A formação da banda neste disco é a seguinte :
Maurício de Souza - primeiro alto, soprano e flauta; Gerson Galante - alto, clarinete e flauta; Carlos Alberto Alcantara e Vitor Alcantara - tenor e flauta; Samuel Pompeo - barítono e clarone; Junior Galante, Paulo Baptista, Daniel D'Alcantara, Rodolfo Neves e João Lenhari - trompetes; Ademilson Guarujá, Paulinho Malheiros, Marcelo Boim, Todd Murphy e Sidnei Borgani - trombones; Bob Wyatt - bateria; Thiago Alves - contrabaixo; Djalma Lima - guitarra e Guilherme Ribeiro - piano.

Na radiola, Goodbye Mingus

MORRE ANDREW HILL



O pianista Andrew Hill faleceu ontem aos 75 anos vítima de cancer.

Deixou um grande legado musical, entre eles os inúmeros álbuns gravados como líder pelo selo Blue Note nos anos 60 ao lado do primeiro time do jazz à época como Eric Dolphy, Sam Rivers, Joe Henderson, Bobby Hutcherson, Freddie Hubbard, Lee Morgan e muitos outros.

Em 11 de abril último Hill recebeu o título de "doutor honorário" pela Berklee College of Music.

20 abril 2007

COLUNA DO LOC


Em destaque, Charles Mingus !

[clique para ampliar]
Caderno B, JB, 20 de abril de 2007

19 abril 2007

UM FUNDADOR. E UM POUCO DE HISTÓRIA

Hoje aniversaria um dos fundadores do CJUB, meu ex-colega dos bancos escolares, o bom e cordial amigo SAZZ. Consultado, não revelou quantos anos.

Foi lá em 2002, num almoço no restaurante e jazz-bar Cais do Oriente - uma as mais confortáveis e bem equipadas casas para jazz do mundo, do pianista e arquiteto Markus Resende - que reencontrei o Sazinho numa mesa de amigos, quando me apresentou ao Fraga (aqui Defrag) - que, depois, se afastou para tratar de sua vida profissional - e ficamos em animado bate-papo, regado a uísque e perfumado por uns bons charutos. A troca de informações sobre jazz - músicos e discos e arranjos e lançamentos e reedições - naquela longa tarde me pareceu tão rica e deleitável que imaginei poder deixá-las, de alguma forma, disponíveis para que terceiros também a elas pudessem ter acesso. Surgiu na minha cabeça o formato de blog, que publicaria idéias e ainda incensaria os prazeres conexos, segundo a média dos interesses do grupo.

Assim, convidei-os a participar da escrivinhação e, aceita a idéia, lancei o "mural" no dia 10 de maio. A ilustração deste post mostra uma das idéias iniciais para a marca do CJUB, então Charutos, Jazz, Uísque e Blog, depois aperfeiçoada até a atual marca gráfica.

Desde então, fomos agregando ao grupo pessoas de muitas qualidades, tanto no conhecimento específico - os Mestres, e o Bené-X - quanto nas relações humanas - eles e todos os demais - e, reunidos, pudemos realizar uma série de coisas prazerosas, dentre as quais, com absoluto destaque, nossas produções mensais movidas pelos melhores músicos do Rio e alguns dos de São Paulo, idéia que permanece com o motor ligado, embora momentaneamente parqueada no acostamento por falta de um patrocinador.

Vamos chegar em breve ao nosso quinto ano, dispondo de uma sólida congregação de luminares do conhecimento jazzístico e da bossa nova, que transformaram o blog numa fonte de referência. Da Armata Brancaleone inicial passamos a um grupo de guerreiros do conhecimento, preparados para lutar pela manutenção do jazz e da bossa nova como valorosas expressões culturais.

Assim, misturando um pouco do passado com o presente, desejo ao veterano Cjubiano Sazz, e ao menos veterano Cjubiano, o profícuo e competente Mestre MaJor, que também faz aniversário este mês, no próximo dia 23, muita saúde e muitas felicidades.

E "VIDA LONGA AO CJUB!!!"
RETRATOS
01. CLIFFORD BROWN (D)

Seqüência da Discografia (21/02/1954 até 13/08/1954)


Art Blakey Quintet
Clifford Brown (trumpete), Lou Donaldson (sax.alto), Horace Silver (piano), Curly Russell (baixo) e Art Blakey (bateria). Pee Wee Marquette como apresentador.
21/02/1954, Birdland, New York City, Mestre de Cerimônias Pee Wee Marquette. Albuns da Blue Note: “A Night At Birdland With Art Blakey Quintet, Volumes 1, 2 e 3”, “Art Blakey - Live Messengers”, “Art Blakey/Clifford Brown/Lou Donaldson - Now's The Time, 1”, “Art Blakey/Clifford Brown - Quicksilver with Once In A While”, “Soho Blue” e “ Art Blakey/Clifford Brown/Lou Donaldson - Wee Dot”.
01. Apresentação por Pee Wee Marquette
02. Wee Dot (alternate take)
03. Now's The Time
04. Confirmation
05. Once In A While
06. Mayreh
07. Split Kick
08. Lou's Blues
09. A Night In Tunisia
10. Quicksilver (alternate take)
11. Blues
12. The Way You Look Tonight
13. Wee Dot
14. Quicksilver
15. Final com Lullaby Of Birdland

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Clifford Brown (ttumpete), Teddy Edwards (sax.tenor em 01 e 03), Carl Perkins (piano), George Bledsoe (baixo) e Max Roach (bateria). Mestre de Cerimônias Gene Norman.
Abril/1954, California Club, Los Angeles, Califórnia. Album da GNP (“Gene Norman Presents”): “The Best Of Max Roach And Clifford Brown In Concert!”. Album da Philology: “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 24”.
01. All God's Chillun Got Rhythm
02. Tenderly
03. Sunset Eyes
04. Clifford's Axe (“The Man I Love”) ???
05. I Don’t Stand A Ghost Of A Chance
06. Sweet Clifford
07. Stompin’ At Savoy

Clifford Brown And His Ensemble (arranjos de Jack Montrose)
Clifford Brown (trumpete), Stu Williamson (trumpete e trombone de válvulas), Zoot Sims (sax.tenor), Bob Gordon (sax.barítono), Russ Freeman (piano), Joe Mondragon (baixo) e Shelly Manne (bateria).
12/07/1954, Capitol Studios, Hollywood, Califórnia. Albuns da Pacific Jazz: “Clifford Brown/Bob Gordon - Arranged By Montrose”, “Clifford Brown - Jazz Immortal” e “Clifford Brown Ensemble Featuring Zoot Sims”. Album da Jazztone: “Clifford Brown And His Ensemble”.
01. Daahoud
02. Finders Keepers
03. Joy Spring

Clifford Brown - Max Roach Quintet
Clifford Brown (trumpete), Harold Land (sax.tenor), Richie Powell (piano), George Morrow (baixo) e Max Roach (bateria).
02, 03, 05 e 06/08/1954, Capitol Studios, Los Angeles, Califórnia. Albuns da EmArcy (03 sob o mesmo título): “Clifford Brown And Max Roach”, “Clifford Brown - More Study In Brown”, “Today Is Bargain Day - A Collection Of All Star High Fidelity Recordings”, “Clifford Brown/Max Roach - Brown And Roach Incorporated”, “Clifford Brown/Max Roach – Daahoud”, “Clifford Brown/Max Roach - Sweet Clifford”, “The Complete EmArcy Recordings Of Clifford Brown – Brownie”, “ Clifford Brown/Max Roach – Mildama”, “Clifford Brown - More Study In Brown”, “Various Artists - Vol. 8 - The Jazz Giants: Drum Role” e “Various Artists - This Is High Fidelity Jazz - Modern High Fidelity Sounds From”. Álbuns da Limelight: “The Immortal Clifford Brown” e “Clifford Brown - Daahoud with Embraceable You”. Album da Time: “Clifford Brown - The Boss Man”. Album da Mercury: Clifford Brown - Mildama (take 2) with Mildama (take 4). Album da Mainstream: “Clifford Brown – Daahoud”.
01. Delilah
02. Parisian Thoroughfare
03. Jordu (versão completa)
04. Jordu (versão editada)
05. Sweet Clifford (ou “Clifford's Fantasy”)
06. Sweet Clifford
07. Ghost Of A Chance
08. Ghost Of A Chance (alternate Take)
09. Stompin' At The Savoy
10.I Get A Kick Out Of You em 05/08/54
11. I Get A Kick Out Of You (alternate take)
12. Stompin' At The Savoy
13. I Get A Kick Out Of You em 06/08/54
14. I Get A Kick Out Of You (alternate take)
15. Joy Spring
16. Joy Spring (alternate take)
17. Mildana (versão editada)
18 a 24. Mildana (07 alternate takes)
25. Daahoud
26. Daahoud (alternate take)

Clifford Brown - Max Roach Septet
Clifford Brown (trumpete), Herb Geller (sax.alto), Joe Maini (sax.alto em 03 e 08), Walter Benton (sax.tenor em 03 e 08), Kenny Drew (piano), Curtis Counce (baixo) e Max Roach (bateria).
11/08/1954, Capitol Studios, Los Angeles, Califórnia. Albuns da EmArcy: “Clifford Brown All Stars – Caravan”, “Clifford Brown - Jams 2” e “Various Artists - Best Coast Jazz”. Albuns da Mercury: Various Artists - Mercury 40th Anniversary V.S.O.P. Album” e “Clifford Brown - Coronado (reharsal take)”.
01. Caravan
02. Caravan (ou “The Boss Man”)
03. Coronado (ou “Coronodo”)
04. Coronado (ou “Coronodo”)
05. Coronado (versão editada)
06. You Go To My Head
07. You Go To My Head (versão editada)
08. Autumn In New York

Clifford Brown And His Ensemble (arranjos de Jack Montrose)
Clifford Brown (trumpete), Stu Williamson (trumpete e trombone de válvulas), Zoot Sims (sax.tenor), Bob Gordon (sax.barítono), Russ Freeman (piano), Carson Smith (baixo) e Shelly Manne (bateria).
13/08/1954, Capitol Studios, Hollywood, Califórnia. Albuns da Pacific Jazz: “Clifford Brown/Bob Gordon - Arranged By Montrose”, “Clifford Brown - Jazz Immortal” (com mais uma versão “RVG Edition”), “Various Artists - Jazz West Coast”, “Clifford Brown Ensemble Featuring Zoot Sims” e “Clifford Brown - Gone With The Wind with Tiny Capers”. Album da Jazztone: “Clifford Brown And His Ensemble”.
01. Blueberry Hill
02. Bones For Jones
03. Gone With The Wind
04. Gone With The Wind (alternate take)
05. Tiny Capers
06. Tiny Capers (alternate take)

(Continua em E, 14/08/1954 até 25/02/1955)

18 abril 2007

Escolham o título: a) " OS (...) E A CARAVANA PASSA" ?; b) "A FÚRIA DOS INCAUTOS" ?; ou, c) "PERGUNTEM AO EDUCATOR, ORA" ?



Divirtam-se !

GUITARRISTA SUECO TOMAS JANZON SE APRESENTA NO RJ

O guitarrista sueco Tomas Janzon faz apresentação única nesta sexta-feira no RJ.
O guitarrista se apresentará em trio ao lado do contrabaixista Sergio Barrozo e do baterista Pascoal Meireles.
Pouco conhecido por aqui mas muito elogiado no cenário europeu, Tomas vem de um turnê na Argentina e vem apresentar, conforme diz ele, muito jazz, com repertório baseado em seu último disco Coast to Coast to Coast e em standards.

A data : 20 de abril, 20hs
O local : Cais do Oriente fica a rua Visconde de Itaboraí, 8, Centro, RJ
Reservas : (21)2203-0178 e (21)2223-2593
O preço : R$ 25,00

Vale conferir !

17 abril 2007

MUSEU DE CERA # 18

COTTON CLUB - o mais badalado night-club, situado no sobrado do 644 da avenida Lenox, esquina com rua 142 no Harlem, de propriedade de um consórcio de gangsters dirigido por Owney Madden com as bênçãos de Al Capone, inaugurado em 1923 pela banda de Fletcher Henderson. Destacava-se por uma programação baseada nas revistas musicais, ballroom e por manter um ambiente requintado. Abrigava a burguesia branca e seu lema era - "público branco e artistas negros".
A decoração de luxo calcada no estilo sulino dos EUA à época das ricas fazendas de algodão, daí também o nome Cotton Club. Outra atração era a venda de bebida alcoólica em plena Era da Proibição (1920-1933), onde sob os auspícios de Madden podia-se conseguir a famosa Chicken Cock, uma garrafa de whiskey dentro de uma embalagem de metal ao preço de 15 dólares. Contam que do lado de fora, vagabundos da própria turma de Madden vendiam a mesma garrafa por 5 dólares, mesmo assim ainda extorsivo para a época.
Só a partir de 1927 a casa começou a apresentar regularmente música de Jazz de qualidade quando foi contratada a banda de Duke Ellington que estreou em um domingo a 4/dez/1927, permanecendo ali até 30/jun/1930, depois retornando em várias ocasiões. Foi uma magnífica oportunidade para Ellington, já que, após a saída da banda residente de Andy Preer a de King Oliver foi convidada mas não acertou financeiramente e Ellington então assumiu.
Eram famosos os shows sempre à meia-noite e às 2h, chamados de Cotton Club Parades apresentando dançarinos, cantores, comediantes e até mágicos. Ellington fornecia a música tanto para o show quanto para o público dançar como acompanhava grandes nomes como as cantoras Ethel Waters e Adelaide Hall, o "tap-dancer" (sapateador) Bill "Bojangles" Robinson. As bandas de Jimmy Lunceford, Cab Calloway, Andy Kirky dentre outras... também fizeram pequenas temporadas. Algumas cantoras obtiveram sucesso em início de carreira como Maxine Sullivan e Lena Horne por exemplo.
O entretenimento musical era estendido a todo o país através das transmissões ao vivo pela rádio WHN de New York o que favoreceu a Ellington uma exposição nacional e naturalmente o sucesso. O clube fechou suas portas no Harlem a 16/fev/1936, mas reabriu mais tarde no encontro das avenidas Sétima com Broadway, todavia problemas de sonegação fiscal causaram seu fechamento definitivo a 10/jun/1940.

Podemos agora, curtir um pouco a atmosfera do Cotton Club ouvindo uma parte do broadcast ― A Night At The Cotton Club, noite esta de 12 de abril de 1929 uma gostosa sexta-feira com a magnífica Duke Ellington's Cotton Club Orchestra. O host era o próprio produtor de Ellington, Irving Mills, que enfatiza bem o espetáculo repetindo em um dos intervalos: - "what a night!, what a night!".

Músicas apresentadas: Cotton Club Stomp (Johnny Hodgers, Harry Carney, D. Ellington); Misty Morning (Arthur Whetsel, D. Ellington); Goin' to Town (Bubber Miley, D. Ellington) e Freeze and Melt (Dorothy Fields, Jimmy McHugh). Tempo total: 7:34min.

The Cotton Club Orchestra: Duke Ellington (pi, líder), Cootie Williams, Louis Metcalf, Bubber Miley, Freddy Jenkins (trps), Barney Bigard (cl, st), Otto Hardwick (sa, ss), Johnny Hodges (sa, cl, ss), Rudy Jackson (cl, st), Joe Nanton (tb), Juan Tizol (tb válvulas), Teddy Bunn (gt), Harry Carney (cl, sb), Sonny Greer (bat, chimes), Fred Guy (banjo), Billy Taylor Sr. (tuba) e Wellman Braud (bx). Vocal: Benny Paine, Dick Robertson, Billy Smith e Baby Cox. Apresentador Irving Mills.
Gravação original: A Night At The Cotton Club – Duke Ellington and The Cotton Club Orchestra (12/4/1929) – (Victor 741029).
Fonte: CD - Jungle Nights In Harlem (1927-1932) - RCA 2499 – 1991 (USA).


COTTON CLUB NIGHT....

HISTÓRIA DO JAZZ n° 33

“ASSÉDIO NA SUEBRA”

Essa aconteceu no longínquo ano de 1955, exatamente no dia 22 de Janeiro. Guardo a data porque o fato ocorreu sete dias antes de meu casamento. Estávamos na época dos LPs, ainda no formato de dez polegadas. Alguns sebos começaram a mostrar alguma coisa mas o grosso do estoque estava mesmo nas lojas tradicionais como a famosa “Palermo & Irmão e Cia”. Certa ocasião, passando pela Rua São José, olhei para a vitrine da “Discolandia” e não resisti. Invadi a vitrine e peguei três álbuns que me chamaram a atenção. O quinteto de Jimmy Raney, com Stan Getz tocando sob o pseudônimo de Sven Coolson e a rítmica integrada por Hal Overton, pianista que tinha uma coluna sobre musica clássica na Down Beat, Red Mitchell e Frank Isola; o concerto de Oscar Peterson no Carnegie Hall com acompanhamento de Ray Brown, que tinha como destaque absoluto a faixa “Carnegie Blues” que ocupava todo um lado do disco e um trio de Art Tatum do selo Decca, com a presença de Slam Stewart e Everet Barksdale. Não precisa dizer do cartão amarelo que tomei do empregado da loja por ter entrado na vitrine. Depois fui saber que o piso era de madeira muito fina e poderia ter quebrado. Mas, depois da clássica discussão sobre os preços e o pedido de desconto como freguês assíduo da loja, tudo terminou em paz.

Contei esse caso para mostrar como a coisa funcionava naquele tempo. Dia 22 de janeiro de 1955 ia eu pela rua Senador Dantas quando me deparei com uma loja que ainda não conhecia. Era a Suebra.

Como a outra, sua vitrine estava recheada de elepês de Jazz e eu não tive alternativa senão entrar e escolher dois que me chamaram a atenção. O primeiro era o volume dois do famoso Concerto do Town Hall, promovido pelo Barão Timme Rosenkrantz com os All-Stars de Red Norvo, Flip Phillips, Teddy Wilson etc., e o do quarteto do trumpetista Bill Coleman. O segundo era o volume nove da serie "Jazz at the Philarmonic" com a troupe de Norman Granz, que trazia na faixa “Perdido”o famoso duelo entre Flip Phillips e Illinois Jacquet.
Fui atendido por um rapaz forte, de grosso bigode e com voz de tenor. Me encaminhou à cabine,
ligou a “vitrola” para que eu ouvisse os discos e saiu. Ouvi o lado A do Town Hall e em seguida o Jazz at the Philarmonic. Foi quando o rapaz voltou e perguntou se eu estava gostando das gravações. Respondi afirmativamente enquanto soavam no aparelho os tenores de Flilp Phillips e Illinois Jacquet. Terminada a música, coloquei o disco na capa enquanto ele novamente indagou se eu gostara dos discos. Respondi que sim mas que, infelizmente, o dinheiro só dava para comprar um. Foi como o moço tivesse sido tocado por uma varinha de condão. Colocou um pé na frente do outro revirou os olhos, balançou o corpo e “enchendo a mão” perguntou com voz fina: “Quer levar os dois ?” O susto que levei ultrapassou qualquer expectativa e me desvencilhando rapidamente do “predador”, fui direto ao balcão, estendendo o Town Hall Concert para que fosse embrulhado, enquanto corria para a caixa para efetuar o pagamento.

E nunca mais voltei à Suebra.

16 abril 2007

MAYNARD FERGUSON PRESENTS

Maynard Ferguson (Canadá, 1928/2006) iniciou uma experiência a partir de 1996 – aliás, durou pouco -, via Concord Jazz. Nela, o famoso trompetista e "band leader” apresentava promissores talentos do jazz, sob a sua ótica. O primeiro deles foi o pianista francês Christian Jacob (Lorraine, 1958), que na época já tinha algum prestígio entre os músicos de Los Angeles.
Jacob passou a ser mais conhecido a partir de uma fiel parceria com a excelente vocalista Tierney Sutton, não só como pianista, mas como arranjador. Hélio Celso quando esteve pela segunda vez atuando pelo CJUB fez rasgados elogios a Jacob. Chegou a ter aulas com ele na Berklee, Boston.
O primeiro CD de Jacob (1996, Concord), com o aval de Ferguson, é de uma personalidade espantosa. Ao lado de John Patitucci e Peter Erskine, o repertório passa por alguns temas do próprio pianista e por standards super explorados, como “I Got Rhythm” e “Our Love Is Here To Stay” (Gershwin), “You Don’t Know What Love Is” (De Paul, Raye) e “Here’s That Rainy Day” (Burke, Van Heusen). Os críticos dizem que a maior característica de Jacob é sua forte influência dos impressionistas. Mas isso já havia ocorrido com outras referências do instrumento, como Bill Evans. Jacob tem isso sim um poder claro de sempre abordar um tema, por mais conhecido que seja, e transformá-lo em alguma coisa de valor maior - leia-se linguagem e concepção muito próprias. Ter ao lado Patitucci e Erskine facilitou as coisas nesse álbum de estréia. Para os amantes do piano no jazz – sou um deles, incorrigível -, a descoberta de Christian Jacob foi uma surpresa agradável. Trata-se de um músico contemporâneo de inegável potencial. Jazzista na mais honesta acepção do termo.

1 . Remembrance 8:01
2 . Tears of Sadness 5:17
3 . Top Down 7:27
4 . Playtime 4:30
5 . Sergey Suite 7:24
6 . Our Love Is Here to Stay 7:06
7 . Here's That Rainy Day 4:36
8 . You Don't Know What Love Is 8:30
9 . I Got Rhythm 4:11
10 . Still by Me 2:52

Concord Jazz (1996)
Christian Jacob - Piano
John Patitucci - Bass
Peter Erskine - Percussion, Drums
Maynard Ferguson - Producer, Notes

“Descriptive words such as virtuoso and genius are not words I easily throw around. When I first heard Christian Jacob I knew he was something special... I believe that Christian Jacob is about to become a major force in jazz today!”- Maynard Ferguson
..
Discografia de Christian Jacob:
1996 – Maynard Ferguson Presents (Concord Jazz AMG @@@@)
1999 – Time Lines (Concord Jazz AMG @@@@)
2004 – Styne & Mine (Wilder Jazz)
2007 – Contradictions – Petrucciani Songbook (Wilder Jazz)




Christian Jacob - I Got Rhythm


RETRATOS
01. CLIFFORD BROWN (C)

Seqüência da Discografia (09/1953 até 15/11/1953)



Lionel Hampton And Paris All Stars
Clifford Brown, Art Farmer, Quincy Jones e Walter Williams (trumpetes), Gigi Gryce e Tony Ortega (saxes.alto), Clifford Scott e Clifford Solomon (saxes.tenor), Oscar Estell (sax.barítono), Jimmy Cleveland, George Cooper e Al Hayse (trombones), Lionel Hampton (vibrafone), George Wallington (piano), Billy Mackel (guitarra), Monk Montgomery (baixo), Alan Dawson e Curley Hamner (bateria) e Sonny Parker e Annie Ross (vocais).
Setembro e Outubro/1953, Estocolmo, Suécia. Album da Stash: “Lionel Hampton And His Orchestra Live In Sweden”.
01. Opener
02. Summertime
03. On The Sunny Side Of The Street
04. Oh, Rock
05. How High The Moon
06. Stardust
07. I Only Have Eyes For You
08. Blue Boy

Lionel Hampton And Paris All Stars
Mesma formação anterior sem a guitarra de Billy Mackel e o vocal de Annie Ross.
Mesma data e local anterior. Album da Royal Jazz: “Lionel Hampton - European Tour 1953”.
01. Blues
02. Always
03. I'm Beginning To See The Light
04. Tenderly
05. Boogie Woogie

Gigi Gryce - Clifford Brown Sextet
Clifford Brown (trumpete), Gigi Gryce (sax.alto), Henri Renaud (piano), Jimmy Gourley (guitarra em 01), Pierre Michelot (baixo) e Jean-Louis Viale (bateria).
08/10/1953, Paris, França. Albuns da Prestige: “The Clifford Brown Sextet In Paris” (também Fantasy OJC)” e “Clifford Brown In Paris”. Albuns da Vogue: “Clifford Brown - The Complete Paris Collection” e “Gigi Gryce - Clifford Brown Sextet - Jazz Time Paris, Volume 11”. Album da Blue Note: “Gigi Gryce - Clifford Brown Sextet”.
01. Minority
02. Salute To The Bandbox
03. Strictly Romantic

Gigi Gryce And His Orchestra
Clifford Brown, Art Farmer, Quincy Jones e Walter Williams (trumpetes), Jimmy Cleveland, Al Hayse e Benny Vasseur (trombones), Gigi Gryce e Tony Ortega (saxes.alto), Andre Dabonneville e Clifford Solomon (saxes.tenor), William Boucaya (sax.barítono), Henri Renaud (piano), Pierre Michelot (baixo) e Jean-Louis Viale (bateria).
09/10/1953, Paris, França. Albuns da Prestige: “The Clifford Brown Big Band In Paris” (também Fantasy OJC) e “Clifford Brown In Paris”. Albuns da Vogue: Clifford Brown - The Complete Paris Collection” e “Gigi Gryce And His Orchestra - Jazz Time Paris, Volume 10”. Album da Blue Note: “Gigi Gryce/Clifford Brown - Gigi Gryce And His Big Band, Volume 1”.
01. Quick Step
02. Bum's Rush

Gigi Gryce - Clifford Brown Octet
Clifford Brown (trumpete), Gigi Gryce (sax.alto), Clifford Solomon (sax.tenor), Jimmy Cleveland (trombone), Henri Renaud (piano), Jimmy Gourley (guitarra em 01 e 02), Pierre Michelot (baixo) e Jean-Louis Viale (bateria).
10/10/1953, Paris, França. Albuns da Prestige: “The Clifford Brown Big Band In Paris” (também Fantasy OJC) e “Clifford Brown In Paris”. Albuns da Vogue: “Clifford Brown - The Complete Paris Collection” e “Gigi Gryce - Clifford Brown Sextet - Jazz Time Paris, Volume 11”. Album da Blue Note: “Gigi Gryce/Clifford Brown - Gigi Gryce And His Little Band, Volume 2”.
01. No Start, No End
02. Venez Donc Chez Moi
03. Hello (Hellow)

Gigi Gryce - Clifford Brown Nonet
Clifford Brown (trumpete), Gigi Gryce e Tony Ortega (saxes.alto), Clifford Solomon (sax.tenor), William Boucaya (sax.barítono), Jimmy Cleveland (trombone), Quincy Jones (piano), Marcel Dutrieux (baixo) e Jean-Louis Viale (bateria).
11/10/1953, Paris, França. Albuns da Prestige: “The Clifford Brown Big Band In Paris” (também Fantasy OJC) e “Clifford Brown In Paris”. Album da Vogue: “Clifford Brown - The Complete Paris Collection”. Album da Blue Note: “Gigi Gryce/Clifford Brown - Gigi Gryce And His Little Band, Volume 2”.
01. All Weird

Clifford Brown Quartet
Clifford Brown (trumpete), Henri Renaud (piano), Pierre Michelot (baixo) e Benny Bennett (bateria).
15/10/1953, Paris, França. Albuns da Prestige: “The Clifford Brown Quartet In Paris”(também Fantasy OJC) e “Clifford Brown In Paris”. Album da Vogue: “Clifford Brown - The Complete Paris Collection”. Album da Blue Note: “Clifford Brown Quartet”.
01. Blue And Brown
02. I Can Dream, Can't I?
03. Brownie Mood = The Song Is You
04. The Song Is You
05. Come Rain Or Come Shine
06. It Might As Well Be Spring
07. You're A Lucky Guy

Clifford Brown Jam Session
Clifford Brown, Art Farmer, Jorgen Ryg e Quincy Jones (trumpetes), Gigi Gryce e Tony Ortega (saxes.alto), Clifford Solomon (sax.tenor), Max Bruel (sax.barítono), Jimmy Cleveland (trombone), Jorgen Bengtson (piano), Erik Moseholm (baixo) e Ole Jorgensen (bateria, a confirmar).
12/11/1953, Copenhaguem, Dinamarca. Album da Xanadu: “International Jam Sessions”.
01. Perdido
02. All The Things You Are
03. Indiana

Clifford Brown Jam Session (arranjos de Quincy Jones)
Clifford Brown e Art Farmer (trumpetes), Arne Domnerus (clarinete e sax.alto), Lars Gullin (sax.barítono), Jimmy Cleveland e Ake Persson (trombones), Bengt Hallberg (piano), Simon Brehm (baixo) e Alan Dawson (bateria).
15/11/1953, Estocolmo, Suécia. Album Philology: “Clifford Brown - Brownie's Eyes, Volume 9”
01. Stockholm Sweetnin'
02. 'Scuse These Bloos
03. Falling In Love With Love
04. Lover Come Back To Me
05. 'Scuse These Bloos (alternate take)
06. Lover Come Back To Me (alternate take)
A “Philology Records” é a gravadora italiana de Paolo Piangiarelli iniciada em 1987, possuidora de vasto acervo de gravações “ao vivo” e em estúdio, tanto de músicos italianos quanto de outros países. Dedica-se fundamentalmente ao JAZZ, com incursões na música de Tom Jobim e outros ícones. Possui farta discografia de gravações “ao vivo” de Charlie Parker (série “Bird Eyes”, volumes 1 a 25 mais 13 “em gestação”), assim como de Clifford Brown (série “Brownie’s Eyes”, volumes 1 a 36, sendo citados nesta série do CJUB sómente os não gravados por outras etiquetas mais tradicionais; a “Philology” indica diversas gravações de Clifford Brown sem identificação das datas e dos locais das gravações, aqui não relatadas), de Lester Young, de Phil Woods (“ao vivo” e em estúdio) e outros. Tem produzido gravações de alta qualidade para serem anexadas à revista italiana “Musica Jazz”.

(Continua em D, 21/02/1954 até 13/08/1954)

15 abril 2007

DO OUTRO LADO DO JAZZ # 12

HARLEM (III)

A GREAT DAY IN HARLEM – mais que uma curiosidade é a fotografia de Art Kane tirada em New York em 1958 para o magazine Esquire na qual estão reunidos 57 dos mais conhecidos músicos de Jazz representando 3 gerações. Por volta das 10h da manhã reuniram-se na rua 126th do Harlem entre a Fifth e Madison Avenues. A foto foi publicada em janeiro de 1959 tornando-se também a base do documentário produzido pelo veterano produtor de rádio Jean Bach de New York. O filme foi mencionado pela Academy Award.
Art Kane, cujo nome real era Arthur Kanofsky (*1925 †1995), atribuiu o sucesso da fotografia a uma certa ingenuidade de sua parte, já que em agosto de 1958 contratado pela Esquire deveria fazer uma reportagem sobre Jazz cujo tema seria The Golden Age of Jazz e logo de início resolveu conseguir uma boa foto para abrir o artigo e assim começou a contatar vários músicos, sempre marcando um encontro no Harlem na rua 126 às 10h. Ele mesmo se surpreendeu muito quando 57 jazzistas apareceram por lá, algo que parecia impossível. Os músicos são listados abaixo obedecendo uma ordem da esquerda para a direita de cima para baixo.
1 Hilton Jefferson 2 Benny Golson 3 Art Farmer 4 Wilbur Ware 5 Art Blakey 6 Chubby Jackson 7 Johnny Griffin 8 Dickie Wells 9 Buck Clayton 10 Taft Jordan 11 Zutty Singleton 12 Red Allen 13 Tyree Glenn 14 Miff Molo 15 Sonny Greer 16 Jay C. Higginbotham 17 Jimmy Jones 18 Charles Mingus 19 Jo Jones 20 Gene Krupa 21 Max Kaminsky 22 George Wettling 23 Bud Freeman 24 Pee Wee Russell 25 Ernie Wilkins 26 Buster Bailey 27 Osie Johnson 28 Gigi Gryce 29 Hank Jones 30 Eddie Locke 31 Horace Silver 32 Luckey Roberts 33 Maxine Sullivan 34 Jimmy Rushing 35 Joe Thomas 36 Scoville Browne 37 Stuff Smith 38 Bill Crump 39 Coleman Hawkins 40 Rudy Powell 41 Oscar Pettiford 42 Sahib Shihab 43 Marian McPartland 44 Sonny Rollins 45 Lawrence Brown 46 Mary Lou Williams 47 Emmett Berry 48 Thelonius Monk 49 Vic Dickenson 50 Milt Hinton 51 Lester Young 52 Rex Stewart 53 J.C. Heard 54 Gerry Mulligan 55 Roy Eldgridge 56 Dizzy Gillespie 57 Count Basie.


Kane tirou muitas fotos de músicos de Jazz e esta é uma de suas preferidas:


[Mestre Major, desculpe a intromissão no post mas não resisti a botar o "mapa" das figuras, para facilitar a sua localização. Se não gostar, apague-o que o post é seu! Abraço, MN]

14 abril 2007

BLUE NOTE RECORDS DISCOGRAPHY PROJECT

Site de referência obrigatório para colecionadores da Blue Note Records:

Blue Note Records Discography Project

Vejam, em síntese, o layout da página:

Blue Note Records (e New York, January 6, 1939; Alfred Lion) record company and label.

By Record Number:

Blue Note Records Catalog: 5000, 7000, 1200 series - album index
Blue Note Records Catalog: 1500 series - album index
Blue Note Records Catalog: 4000 series - album index
Blue Note Records Catalog: 4100 series - album index
Blue Note Records Catalog: 4200 series - album index
Blue Note Records Catalog: 4300 series - album index
Blue Note Records Catalog: 4400 series - album index
Blue Note Records Catalog: 1001/2001, 6500, 9000, 89900 series - album index
Blue Note Records Catalog: BN-LA series - album index
Blue Note Records Catalog: LT series - album index
Blue Note Records Catalog: Manhattan New 85100 series - album index
Blue Note Records Catalog: Toshiba, King series - album index
Blue Note Records Catalog: 45 rpm 1600, 1700 series - single index
Blue Note Records Catalog: 45 rpm 1800, 1900 series - single index
Blue Note Records Catalog: 45 rpm BN-XW series - single index
Blue Note Records Catalog: 78 rpm series - single index

By Location Date:

Blue Note Records Discography: 1939-1944 - session index
Blue Note Records Discography: 1945-1950 - session index
Blue Note Records Discography: 1951-1952 - session index
Blue Note Records Discography: 1953-1954 - session index
Blue Note Records Discography: 1955-1956 - session index
Blue Note Records Discography: 1957-1958 - session index
Blue Note Records Discography: 1959-1960 - session index
Blue Note Records Discography: 1961-1962 - session index
Blue Note Records Discography: 1963-1964 - session index
Blue Note Records Discography: 1965-1966 - session index
Blue Note Records Discography: 1967-1968 - session index
Blue Note Records Discography: 1969-1970 - session index
Blue Note Records Discography: 1971-1972 - session index
Blue Note Records Discography: 1973-1974 - session index
Blue Note Records Discography: 1975-1976 - session index
Blue Note Records Discography: 1977-1982 - session index
Blue Note Records Discography: 1983-present - session index


Imperdível !

13 abril 2007

DÔDO FERREIRA LANÇA "DUM DUM" PELA DELIRA MÚSICA

“Dum Dum” é o segundo trabalho autoral (o primeiro foi Farofablues de 1993) do contrabaixista Dôdo Ferreira. Em formação de quarteto - Daniel Garcia (saxes e flauta), Marco Tommaso (piano) e Pedro Strasser (bateria) – o disco capta a essência de uma apresentação ao vivo, com a gravação dos quatro instrumentos simultaneamente.
“Dum Dum” é um “álbum-exercício” de auto-análise e homenagens pessoais. Passagens marcantes de sua vida são retratadas e dedicadas em forma de canção, a pessoas como seu pai – em “Cradle Song” – e à psicanálise de Lacan – “José no tempo lógico”. A belíssima e tristonha “O Incrível Hulk” também rende homenagens, e, segundo ele, “foi composta sob uma atmosfera de perplexidade e dor”, após tomar conhecimento da morte do amigo e contra-baixista Maurício “Hulk” de Almeida.
Horas no mais puro jazz, outras transitando em blues atípicos, o contra-baixo de Dôdo constantemente reverencia a música brasileira e seus grandes compositores. Assim, o músico desenlaça texturas musicais brilhantes, em um álbum que revela a cada faixa seu rico universo particular. “Dum Dum” – forma como se refere ao som do contra-baixo – é simples e belo, como o nome. Um disco profundamente delicado e lúdico, guiado por fortes sentimentos, transcritos através de terapêuticas notas musicais.
Dôdo Ferreira iniciou seus estudos de contrabaixo em 1976 com o tcheco Rudolf Krouppa e logo começou a acompanhar renomados artistas da MPB. Dôdo gravou com artistas dos mais diversos, de Paulo Moura & Martinho da Vila a Celso Blues Boy & B.B. King, Marcelo D2, e outros. Durante seis anos fez a direção musical do irreverente grupo “João Penca e seus Miquinhos Amestrados” e participou de turnês com Adriana Calcanhoto, Roberto Menescal, Miele e Wanda Sá. Ao lado de Tim Rescala, desde 1982 trabalha em gravações, peças teatrais e programas de TV.

O CD está disponível no site www.deliramusica.com.

12 abril 2007

RETRATOS
01. CLIFFORD BROWN (B)
Início da Discografia (21/03/1952 até 29/09/1953)


Chris Powell And The Five Blue Flames
Clifford Brown (trumpete), Vance Wilson (sax.alto e tenor, exclusive na faixa 02), Duke Wells (piano), Eddie Lambert (guitarra), James Johnson (baixo), Osie Johnson (bateria), Chris Powell (percussão e vocal) e Johnny Echo (vocal em 03 e 04).
21/03/1952, Chicago, Illinois. Album da Colúmbia: “Clifford Brown - The Beginning And The End”. Vide última gravação, da Colúmbia e com o mesmo título.
01. Ida Red
02. I Come From Jamaica
03. Blue Boy
04. Darn That Dream

Lou Donaldson - Clifford Brown Quintet
Lou Donaldson (sax.alto), Clifford Brown (trumpete), Elmo Hope (piano), Percy Heath (baixo) e Philly Joe Jones (bateria).
09/06/1953, WOR Studios, New York City. Álbuns da Blue Note: “Clifford Brown - Brownie Eyes”, “Clifford Brown More Memorable Tracks”, “Clifford Brown - Alternate Takes”, “Clifford Brown Memorial Album”, “Various Artists - The Best Of Blue Note, Vol. 2”, “Lou Donaldson / Clifford Brown - New Faces-New Sounds”, “Lou Donaldson - Cookin', Bellarosa”, “Lou Donaldson - Carving The Rock, De-Dah”, “Lou Donaldson - Brownie Speaks with You Go To My Head” e “Clifford Brown - Brownie Speaks with You Go To My Head”.
01. Bellarosa
02. Carving The Rock (alternate take 1)
03. Carving The Rock
04. Cookin' (alternate take)
05. Cookin'
06. Brownie Speaks
07. De-Dah
08. You Go To My Head
09. Carving The Rock (alternate take 2)

Tadd Dameron's Big Ten (arranjos de Tadd Dameron).
Clifford Brown e Idrees Sulieman (trumpetes), Gigi Gryce (sax.alto), Benny Golson (sax.tenor), Oscar Estell (sax.barítono), Herb Mullins (trombone), Tadd Dameron (piano), Percy Heath (baixo) e Philly Joe Jones (bateria).
11/06/1953, New York City. Albuns da Prestige: “Clifford Brown Memorial” (também Fantasy OJC), “The Clifford Brown Memorial Album”, “Gil Evans/Tadd Dameron - The Arranger's Touch”, “A Study In Dameronia With Tadd Dameron” e “Clifford Brown With Tadd Dameron's Band”.
01. Philly J.J.
02. Choose Now
03. Dial "B" For Beauty
04. Theme Of No Repeat

J.J. Johnson Sextet
Clifford Brown (trumpete), J.J. Johnson (trombone), Jimmy Heath (sax.tenor e barítono), John Lewis (piano), Percy Heath (baixo) e Kenny Clarke (bateria).
22/06/1953, WOR Studios, New York City. Albuns da Blue Note: “The Eminent Jay Jay Johnson, Volume 1”, “The Eminent Jay Jay Johnson, Volume 2”, “25 Years Blue Note: Anniversary Album”, “Blue Note Gems Of Jazz”, “Clifford Brown - Brownie Eyes”, “Blue Note's Three Decades Of Jazz 1949-1959”, “Decades Of Jazz, Vol. 2”, “Clifford Brown More Memorable Tracks”, “Clifford Brown - Alternate Takes”, “Jay Jay Johnson With Clifford Brown” e “Jay Jay Johnson – Capri, Turnpike”.
01. Capri (alternate take)
02. Capri
03. Lover Man
04. Turnpike
05. Turnpike (alternate take)
06. Sketch One
07. Get Happy
08. Get Happy (alternate take)

Clifford Brown Sextet
Clifford Brown (trumpete), Charlie Rouse (sax.tenor), Gigi Gryce (sax.alto e flauta), John Lewis (piano), Percy Heath (baixo) e Art Blakey (bateria).
28/08/1953, Audio-Video Studios, New York City. Albuns da Blue Note: “Clifford Brown More Memorable Tracks”, “Clifford Brown - Alternate Takes”, “Clifford Brown Memorial Album”, “Clifford Brown - Brownie Eyes”, “Blue Note's Three Decades Of Jazz 1949-1959”, “Various Artists - Decades Of Jazz, Vol. 2”, “The Best Of Blue Note, Vol. 1”, “25 Years Blue Note: Anniversary Album”, “Blue Note Gems Of Jazz”, “Clifford Brown - New Star On The Horizon” e “Clifford Brown - Hymn Of The Orient, Easy Living “.
01. Wail Bait (alternate take)
02. Wail Bait
03. Hymn Of The Orient
04. Brownie Eyes
05. Cherokee (alternate take)
06. Cherokee
07. Easy Living
08. Minor Mood
09. Hymn Of The Orient (alternate take)

Clifford Brown - Art Farmer Octet (arranjos de Quincy Jones)
Clifford Brown e Art Farmer (trumpetes), Arne Domnerus (sax.alto e clarinete), Lars Gullin (sax.barítono), Ake Persson (trombone), Bengt Hallberg (piano), Gunnar Johnson (baixo) e Jack Naren (bateria).
15/09/1953, Estocolmo, Suécia. Albuns da Prestige: “Clifford Brown Memorial” (também Fantasy OJC), “The Clifford Brown Memorial Album”, “Clifford Brown And Art Farmer With The Swedish All Stars” e “Clifford Brown With Art Farmer”. Albuns da Metronome: “Clifford Brown - Stockholm Sweetnin', 'Cuse These Blues”, “Clifford Brown/Art Farmer - Stockholm Sweetnin'”, “Clifford Brown - Falling In Love With Love , Lover Come Back To Me”.
01. Stockholm Sweetnin'
02. 'Scuse These Blues
03. Falling In Love With Love
04. Lover Come Back To Me
05. Lover Come Back To Me (alternate take)

Gigi Gryce And His Orchestra (arranjos de Quincy Jones)
Clifford Brown, Art Farmer, Quincy Jones, Walter Williams, Fred Gerard (em 01 e 04) e Fernand Verstraete (trumpetes), Gigi Gryce e Tony Ortega (saxes.alto), Henri Bernard e Clifford Solomon (saxes.tenor), Henri Jouot (sax.barítono), Jimmy Cleveland, Al Hayse e Bill Tamper (trombones), Henri Renaud (piano), Pierre Michelot (baixo) e Alan Dawson (bateria).
28/09/1953, Paris, França. Albuns da Prestige: “The Clifford Brown Big Band In Paris” (também Fantasy OJC) e “Clifford Brown In Paris”. Albuns da Vogue: “Clifford Brown - The Complete Paris Collection” e “Gigi Gryce And His Orchestra - Jazz Time Paris, Vol. 10”. Album da Blue Note: “Gigi Gryce/Clifford Brown - Gigi Gryce And His Big Band, Vol. 1”.
01. Anne Marie
02. Brown Skins
03. Deltitnu
04. Keeping Up With Jonesy

Gigi Gryce - Clifford Brown Sextet
Clifford Brown (trumpete), Gigi Gryce (sax.alto), Henri Renaud (piano), Jimmy Gourley (guitarra em 01 e 04), Pierre Michelot (baixo) e Jean-Louis Viale (bateria).
29/09/1953, Paris, França. Albuns da Prestige: “The Clifford Brown Sextet In Paris” (também Fantasy OJC) e “Clifford Brown In Paris”. Album da Vogue: “Clifford Brown - The Complete Paris Collection”.
01. Conception (Blue Concept)
02. All The Things You Are
03. I Cover The Waterfront
04. Goofin' With Me

(Continua em C, 09/1953 até 15/11/1953)

11 abril 2007

LEMBRANDO NOSSO PATRONO DICK FARNEY

Dia destes, entrei no LORONIX (www.loronix.blogspot.com), que completa 1 ano agora em 12.05.2007, e lá encontrei entre os inúmeros albuns de Bossa Nova disponibilizados (no lado direito tem o Loronix find it para se buscar albuns pelo nome dos artistas), um momento de raro prazer.

Não deixem para amanhã, visitem o blog ainda hoje...

Logo após o post de Caymmi, voce encontrarão um vídeo curto, mas de pura emoção...(Vídeo Challenge - Who is singing ?).

É a senha para ouvirmos o belo tema "Aeromoça" de Billy Blanco, na voz de Dick Farney, tendo ao fundo um comercial da VASP, que era veículado nas TV anualmente no Dia da Aeromoça...

Reproduzo a seguir o comentário de Cesar Saldanha, um loronixer de carteirinha como eu:

Essa musica foi feita pelo Billy Blanco dentro de um avião sob a encomenda de um amigo militar, que durante uma brincadeira o Billy prometeu a tal musica "Aeromoça". O Billy a mostrou ao Dick Farney, que de imeditado a gravou dizendo que já era dele por "usucapião".

Bem, vou encerrando por aqui este post nostálgico,

Espero que gostem...

Beto Kessel

Obs, Entre os links recomendados, aparece lá o nosso CJUB Jazz & Bossa...
RETRATOS
01. CLIFFORD BROWN (A)

Trumpetista na melhor acepção do termo, Clifford Brown tornou-se dono de sonoridade poderosa, perfeitas técnicas de respiração e digitação, precisão e rigor absolutos tanto no tempo quanto na sustentação. Músico ao mesmo tempo altamente técnico e inspirado: notas limpas, tendência a redobrar o tempo, frases longas, tratamento cuidadoso em quaisquer andamentos, são características que o tornaram um executante generoso na música, tão rigorosa quanto alegre.
Nasceu em 30/Outubro/1930 em Wilmington (Delaware), filho de família de classe média. Com 15 anos ingressa na “high school”, ganhando do pai um trumpete e inicia seu aprendizado musical com Robert Lowery, músico importante no meio jazzístico de Wilmington; estuda teoria, harmonia, piano, vibrafone, contrabaixo e bateria, além de seu instrumento permanente, o trumpete, ao qual se dedica à exaustão, o que irá garantir-lhe uma bolsa para a “Maryland State College” entre 1948 e 1949.
Em 1949 freqüenta os clubes da Filadélfia, conseguindo alguns contratos. Conhece Miles Davis e Fats Navarro, este considerado seu “ícone” no trumpete e com o qual mantem amizade.
Nesse mesmo ano chega a substituir por pouco tempo a Benny Harris, na banda de Dizzy Gillespie. Conhece J.J.Johnson, Kenny Dorham e Ernie Henry. Já é considerado localmente como muito mais que uma promessa.
Durante cerca de 1,5 ano e entre 1950 e 1951 e em função de acidente, fica afastado do cenário musical.
Em 1952, como pianista e trumpetista, entrou para a banda “Blue Flames”(R&B) de Chris Powell (percussionista e cantor). É com essa banda (sob o título discográfico de “The Five Blue Flames”) que, em 21/Março/1952 e em Chicago, Illinois, temos a primeira gravação com Clifford Brown.
Em 1953 vai para New York, fica por pouco tempo na orquestra de Jimmy Heath, é contratado por Tadd Dameron com quem grava para a Prestige em 11/Junho, 02 dias após já ter gravado com Lou Donaldson e Elmo Hope para a Blue Note, etiqueta para a qual voltaria a gravar logo em seguida com J.J.Johnson.
Ainda em 1953 e por breve temporada trabalha com Dinah Wahington.
Integra a grande orquestra de Lionel Hampton que excursiona à Europa. Hampton e sua mulher conduzem a orquestra com mãos de ferro, sempre tendo como destaque único o líder, proibindo seus músicos de quaisquer outras incursões musicais. Essa orquestra grava em Estocolmo.
Apesar da proibição Clifford e os demais músicos da banda gravam, com o concurso de músicos europeus em muitas ocasiões, em Paris, Estocolmo e Copenhaguem de Setembro até Novembro de 1953, o que lhes valerá a exclusão da banda de Hampton no retorno aos U.S.A.
Durante Fevereiro de 1954 e no Birdland, Clifford integra o quinteto de Art Blakey (com Horace Silver ao piano), chamando a atenção de Max Roach. Com este e Sonny Stitt é formado combo, com a participação de Teddy Edwards: tocam no Tiffany Club de Hollywood e gravam no Califórnia Club de Los Angeles.
Ainda em 1954 Clifford se casa em Los Angeles; grava para a Pacific Jazz com Zoot Sims.
É formado o quinteto histórico: Clifford Brown (trumpete), Harold Land (sax.tenor), Richie Powell irmão de Bud Powell (piano), George Morrow (baixo) e Max Roach (bateria), que grava no início de Agosto desse ano de 1954.
Em dezembro Clifford grava com Sarah Vaughan e Helen Merrill.
Em 1955 e em Janeiro Clifford grava com cordas (“with strings”). Em fevereiro o quinteto volta a gravar no Capitol Studio e em Maio se apresenta no Carnegie Hall.
Em Novembro o quinteto grava, já com Sonny Rollins substituindo Harold Land no sax.tenor.
Com essa nova formação o quinteto grava seguidamente em Janeiro, Fevereiro, Março, Abril e Junho de 1956.
Em 26/Junho/1956 Clifford Brown empreende viagem de automóvel para Elkhart, Indiana, com o propósito de comprar um novo trumpete; o automóvel é dirigido pela esposa de Richie Powell e ocorre o acidente fatal em que morrem os três.
Em 1957 Benny Golson compõe a balada “I Remember Clifford”.
Breve mas intensa foi a permanência de Clifford entre nós, deixando um legado inestimável que se projetou sobre trumpetistas da época e posteriores. Deixou-nos “masterpieces” em seus solos, do quilate de “Joy Spring”, “I’ll Remember April”, “What’s New”, “Once In A While”, “Jordu”, “Daahoud” e tantos e tantos outros.
A filmografia de Clifford Brown é inexistente, a menos que surjam registros arquivados (lembra-se que foi a esposa do já falecido Clifford que liberou de sua coleção particular para a Elektra/Musician gravações do quinteto ao vivo, o que possibilita a ilação de que existam filmes que possam vir a público). O filme “Trumpet Kings” narrado por Wynton Marsalis, faz referência a Clifford Brown com narrativa sobre fotos.
Já a bibliografia é extensa, dado que todas as publicações sobre Jazz pós-1956 obrigatoriamente reservam espaço para Clifford Brown: verbetes, artigos, referências, enfim, é garimpo para preservação da cultura.
Para consulta bibliográfica recomenda-se, de Luiz Orlando Carneiro, “Obras Primas do Jazz”, prefaciada por José Domingos Raffaelli, que dedica 03 páginas a “Max Roach / Clifford Brown”.
A “Gran Enciclopedia Del Jazz” (Editora SARPE, 1980, Espanha), o “Diccionario Del Jazz” (Philippe Carlos / André Clerget / Jean-Louis Comolli, 1988, França) e a “Coleção Jazz & Blues” (Barcelona, Espanha), são fontes de boa leitura com seus alentados verbetes. Via Internet a consulta aos “Depoimentos” na “Clifford Brown Jazz Foundation” é uma bela viagem.
A discografia completa (ou a ser completada / corrigida / ajustada pelos Cjubianos) é listada a partir do próximo capítulo.
(Continua)