Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

31 março 2006

Nosso Trio em DVD


Esta é para quem está carente de bons vídeos de jazz brasileiro. Acaba de sair o DVD do Nosso Trio. Formado por Nelson Faria (guitarra), Ney Conceição (baixo) e Kiko Freitas (bateria), virtuoses em seus instrumentos, dialogam de forma fluente e improvisam sobre temas próprios e clássicos como ‘O Barquinho’, 'Vera Cruz' e ‘Vento Bravo’. O DVD foi gravado sem público no teatro Maria Clara Machado, um teatro de arena no Planetário da Gávea. Muito bem filmado e editado, iluminação magnífica. O áudio está excepcional! Principalmente na versão 5.1. A produção é simples, mas muito bem executada, privilegiando a performance dos músicos. Além do show de 83 minutos, o DVD traz depoimentos de João Bosco, Leila Pinheiro e Leny Andrade, fotos e biografias dos músicos. A boa notícia é que o DVD é uma embalagem dupla que traz junto o CD "Vento Bravo". São dois produtos em um só. O CD "Vento Bravo", do trio, também pode ser encontrado separadamente. Quem não foi ao lançamento na última quarta-feira, já pode encontrar o vídeo + CD na loja Arlequim do Paço Imperial. Em breve, estará nas outras boas lojas do ramo. Veja abaixo o repertório:

Repertório DVD:
  1. Paca, Tatu, Cotia Não (Nico Assumpção)
  2. O Barquinho (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli)
  3. Brooklyn High (Partindo pro Alto) (Nelson Faria)
  4. Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá / Antônio Maria)
  5. Vento Bravo (Edu Lobo / Paulo César Pinheiro)
  6. Balada p’a Nadia (Victor Assis Brasil)
  7. Eu Sei Que Vou Te Amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
  8. Mônica (Ney Conceição)
  9. Resposta (Ney Conceição)
  10. Vera Cruz (Milton Nascimento / Márcio Borges)

Repertório CD:

  1. O Barquinho (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli)
  2. Partindo pro Alto (Nelson Faria)
  3. Baião por Acaso (Nelson Faria / Hamleto Stamato / Rodolfo Cardoso)
  4. Balada p’a Nadia (Victor Assis Brasil)
  5. Vento Bravo (Edu Lobo / Paulo César Pinheiro)
  6. Resposta (Ney Conceição)
  7. Fala Negão (Ney Conceição)
  8. Lagoa Santa (Nelson Faria / Ney Conceição / Kiko Freitas)

28 março 2006

FALANDO DE MÚSICA

Quando olhamos para o passado costumamos ser exigentes demais em nosso julgamento pessoal. Pensamos sempre que, na maioria das vezes, poderíamos ter feito o nosso trabalho de uma forma mais adequada ou talvez mais simplificada, se tivéssemos começado de uma maneira diferente. Poderíamos até mesmo ter conseguido soluções mais brilhantes.

O mesmo tipo de pensamento me ocorre em relação aos quinhentos e poucos anos do Brasil.

Será que hoje poderíamos estar numa posição mais confortável se tivéssemos começado de uma forma diferente? Estaríamos hoje em condições de competir com outros países numa situação mais favorável? Poderíamos enumerar muitas formas de solucionar os nossos problemas, mas nunca teremos como garantir a vitória!

No panorama musical brasileiro, de uma certa forma, a situação curiosamente se inverte porque tivemos um começo provido de um alicerce cultural fabuloso, que remonta às as influencias indígenas e africanas, até chegar a Heitor Villa–Lobos, extraordinário compositor e instrumentista nascido no Rio de Janeiro em 1887. Villa, como era chamado, observou a música praticada nas ruas e praças da cidade que passou a exercer um atrativo especial. Era o “choro”, composto e executado pelos “chorões”, músicos que se reuniam regularmente para tocar por prazer e, ainda, em festas e durante o carnaval.
Tal interesse levou Villa-Lobos a estudar violão. Como consequencia desse envolvimento com o choro, começaria a compor um ciclo de quatorze obras, para as mais diversas formações, intituladas “Choros”; nascia aí uma nova fórmula musical, onde aquela música urbana se mesclava a modernas técnicas de composição.
Villa-Lobos também deu uma enorme contribuição à cultura fundando em 1945, a Academia Brasileira de Música. O seu modelo foi a Academia da França. Tratava-se de uma instituição honorífica, que reuniria 40 personalidades dentre as mais notáveis do meio musical brasileiro. Desde então a Academia vem sofrendo algumas modificações procurando se adaptar aos novos tempos.

Não podemos deixar de falar tambem de Ernesto Nazaré, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Bororó com sua magnífica composição “Da Cor do Pecado”, que considero uma das melhores desses quinhentos anos; e mais uma infinidade de talentos que este espaço seria demasiadamente pequeno para traduzir-lhes a importância na sequencia cultural do nosso país.

A década de 50 foi marcada com o sucesso de cantores como Cauby Peixoto, Angela Maria (que se tornaria a Rainha do Rádio em 1954) e muitos outros em plena atividade dentro do rádio. Também é bom lembrar que no fim de 1954, após quinze anos de ausência, veio ao Brasil a nossa Carmem Miranda, que faleceu no ano seguinte. A morte de Carmem Miranda veio interromper um tempo e um modo de compor e interpretar a música brasileira; marca, também, o fim de um período ingênuo e delicadamente malicioso.

A década de 50 também foi um período de intensa renovação do samba tradicional para o samba-canção, com harmonias mais ousadas e de bom-gosto. Essa variação romantizada do samba apareceria como precursora do movimento evolutivo que redundaria na bossa-nova.

Uma das principais causas da arrancada da bossa-nova foi a grande repercussão da peça Orfeu da Conceição, depois transformada em um filme francês de grande êxito em todo o mundo pelo seu sentido muito mais musical que teatral. Ela foi muito importante porque marcou o início da parceria de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes. Com o surgimento do primeiro disco de João Gilberto, a bossa-nova marcou o seu terreno a tal ponto que em todas as reuniões de jovens da classe média, nunca faltavam a vitrola, um cantinho e o violão.

Para podermos entender melhor a bossa-nova, precisamos compreender de que forma o jazz influenciou o samba. O jazz, ao contrário do que se pensa, não é um estilo de música mas uma maneira de tocar; assim sendo, bossa-nova significa um modo diferente de tocar o samba. Isso tudo veio a contribuir para que a música instrumental, no Brasil, se propagasse bastante na época. Os trios, quartetos e conjuntos vocais tiveram oportunidade de mostrar o talento e a capacidade de improvisação do músico brasileiro. Grandes instrumentistas como Luís Eça (Tamba Trio), Tenório Jr., Maurício Einhorn, Edson Machado, João Donato, Luís Carlos Vinhas (Bossa-Tres), J.T. Meirelles, Maciel Trombone, Edson Lobo, Sérgio Barrozo, Cesar Camargo Mariano, Roberto Menescal, Wilson das Neves, Tião Neto, Murilo (bateria), Helcio Milito, Milton Banana, Hamilton Godóy (Zimbo Trio), Ronie Mesquita (bateria), Os Cariocas (conjunto vocal), entre muitos outros, se destacaram durante a bossa-nova, que acabou desaparecendo rápido (como movimento musical) porque, pouco depois do seu sucesso, seus elementos de beleza, equilíbrio e musicalidade foram atropelados por um pós-modernismo baseado em impulsos instintivos sem nenhum compromisso com qualquer forma de controle racional.

Em meados de 60 o rock e a música eletrônica explodiram, passando a predominar o valor sonoro em lugar do valor melódico, harmônico e musical. Passamos pela “Jovem Guarda”, com Roberto Carlos e Erasmo Carlos até chegarmos a Caetano e Gil, por volta de 68, com a “Tropicália” encarregada, por um lado, de antagonizar e sepultar e, por outro lado, levar adiante os avanços obtidos pela bossa-nova.

Atualmente, estamos vivendo um enorme descalabro cultural. Temos uma grande quantidade de artistas tentando, com seus trabalhos musicais de alta qualidade, abrir uma brecha num mercado fechado e, ao mesmo tempo, uma grande massa de incompetentes em todos os sentidos fazendo dessa arte um verdadeiro lixo, poluindo todos os meios de comunicações e nos deixando com raríssimas opções de escolha.

É preciso desobstruir as barreiras que se formaram, e, com isso, fazer com que a verdadeira arte musical possa vir a cumprir o seu papel. É tambem necessário que cada um faça a sua parte, colocando suas idéias em ação e principalmente passando boas informações culturais aos que não tem acesso.

Nós, instrumentistas, poderíamos tocar nos colégios, faculdades, centros culturais, etc., devidamente patrocinados por prefeituras, governos estaduais ou até mesmo entidades particulares. Tenho um projeto que visa levar boa música aos colégios no intervalo de recreio dos alunos (ou final das aulas), que é muito fácil de se realizar, bastando apenas ter transporte e um pequeno equipamento de som.

Para isso, seria necessário apenas contatar possíveis patrocinadores. Fica aí a minha idéia.

Mr. Chimes

[Alberto Chimelli
Contatos: e-mail: chimellialberto@hotmail.com]

26 março 2006

PIANISTA RAMSEY LEWIS COMANDA PROGRAMA DE TV

A edição de abril da Revista Down Beat traz como destaque na sua capa a foto do pianista Ramsey Lewis, músico de jazz atuante há décadas e que alem de programas de rádio, passará a comandar em abril um programa na TV sobre Jazz.

Tomo a liberdade de transcrever parte da matéria, que discute a importância do veículo TV na disseminação e difusão do Jazz.

Em tempo, tive o prazer de vê-lo tocar em Chicago em 2003, e gostei bastante.

"
Jazz has not been the focus of naturally syndicated weekly network television show since the Steve Allen-produced "Jazz Scene U.S.A." started its run on the air in 1962, with Oscar Brown Jr. as its host (although the show was not available in some major U.S. markets, including Chicago). Since then, there have been documentaries such as Ken Burns’ "Jazz," the jazz guests on "The Tonight Show With Johnny Carson" and the occasional performance aired on PBS. On cable BET Jazz broadcasts shows about the music every day, but it reaches a limited percentage of U.S. households. And it’s still a dream of seeing prominent jazz performances on the Grammy Awards telecast.

Television, of course, harnesses enormous power to influence taste, and with jazz relegated to the sidelines of network TV for more than 40 years, the music has suffered an enormous handicap. This has contributed to its diminished profile. So, when "Legends Of Jazz" starts to air nationally on PBS in April, it presents a significant opportunity for the art form. If the show succeeds in attracting an audience, the market for jazz in the United States could begin to expand, and will gain exposure as long as the show continues to be produced. But if it fails to attract a significant national interest over its 13-episode debut run, and season No. 1 becomes the series finale, the prospects of seeing a jazz series on network television again in the near or distant future are slim to none. "

Aproveito o gancho da matéria da Down Beat para imaginar como seria interessante ter nossa TV mostrando o Jazz em horário nobre, mas acho no fundo que isto é uma ilusão, pois a dinâmica local das emissoras privilegia o descartável, com exceção de uns momentos nas novelas de Manoel Carlos, que parece gostar muito de Bossa Nova e quem sabe do Jazz.

Fica o tema para discussão...

Beto Kessel

25 março 2006

AS DUAS FACES DE ROY HARGROVE

Dois novos discos serão lançados simultaneamente.

O trompetista de hip hop jazz, Roy Hargrove, irá lançar no dia 2 de maio, dois novos discos pela Verve Records, de ambos os grupos que participa, o The RH Factor e o The Roy Hargrove Quintet.

Os discos "Distractions" e "Nothing Serious", respectivamente do The RH Factor e The Roy Hargrove Quintet, mostram os dois aspectos e diversidades da musicalidade do trompetista/compositor.

O The RH Factor é seu grupo de neo-soul/jazz, que debutou em 2003 com o sucesso "Hard Groove". O The Roy Hargrove Quintet é um grupo de jazz de puro hard-bop e straight ahead, que continuam suas apresentações enquanto Hargrove experimenta diferentes sons.

Hargrove continuará a se apresentar com ambos os grupos, mostrando seus dois novos lançamentos.

Para mais informações visite http://www.ververecords.com/.

23 março 2006

SAI A ESCALAÇÃO DO FESTIVAL DE OURO PRETO

Mestre Luiz Orlando, sempre antenado e informado, dá hoje em sua coluna no JB a escalação do Festival "Tudo É Jazz", que, no mês de setembro vindouro, na cidade mineira de Ouro Preto, completará sua 5a. edição. As palavras do Mestre, com destaques nossos:

"No festival de Ouro Preto

O Festival Tudo é Jazz, em Ouro Preto, consolidou o seu prestígio em termos de qualidade e audácia ano passado, ao apresentar conjuntos e músicos consagrados lá fora ou jovens jazzmen de crescente reputação internacional, todos praticamente desconhecidos no Brasil. Graças à visão e ao gosto apurado da curadora do festival, Maria Alice Martins, jazzófilos de todo o país passaram um fim de semana memorável na cidade-jóia do barroco, e lá "descobriram" grupos extraordinários, como o duo dos garotos Taylor Eigsti (piano) e Julian Lage (guitarra); o eletrizante e semi-elétrico trio que atende pelo nome de Jacob Fred Jazz Odissey; o trio do pianista sueco Esbjörn Svensson (o EST), cada vez mais out em matéria de concepção.

O Festival de Ouro Preto vai celebrar o quinto aniversário nos dias 21, 22 e 23 de setembro, e os organizadores querem manter o alto nível do encontro musical. Os convidados já confirmados, como não podia deixar de ser, refletem a própria denominação do festival. Na verdade, nem tudo será jazz em Ouro Preto, pelo menos para os cultores desse tipo de expressão musical, que preferem considerar beneath - e não beyond - a fusão da linguagem forjada por gênios como Armstrong, Ellington e Charlie Parker com certos dialetos rítmico-sonoros da música pop planetária.

O jazz propriamente dito (straightahead, de vanguarda ou com temperos populares latinos) estará muito bem representado por seis conjuntos de primeira categoria:
- o quarteto do saxofonista alto italiano Francesco Cafiso, um prodígio de 17 anos;
- o Bandwagon do sensacional pianista Jason Moran;
The Coffee Achievers, um quarteto em grande parte plugado, liderado pelo violinista Zach Brock;
- o trio do emergente pianista Aaron Goldberg;
- o Tangaria Quartet do imbatível acordeonista Richard Galliano, com a participação do brasileiro Hamilton de Holanda, virtuose do bandolim;
- o Trio da Paz, formado por Romero Lubambo (guitarra), Nilson Matta (baixo) e Duduka da Fonseca, notáveis músicos brasileiros há muito radicados em Nova York.

O toque retrô do festival ficará por conta da Preservation Hall Jazz Band, de Nova Orleans, que vai tocar ao ar livre, em plena Praça Tiradentes.

O sax de Francesco Cafiso e o grupo de Jason Moran são as principais atrações do Festival Tudo é Jazz. Muitos italianos falam do garoto como uma "reencarnação de Charlie Parker". De fato, Cafiso é fenomenal em matéria de técnica e inventividade. Aos 15 anos, quando gravou o CD duplo Concerto for Michael Petrucciani (Philology 719), já demonstrava ser capaz de "desencadear um fluxo contínuo de idéias bem além de exibições prodigiosas de técnica, a revelar percepção e maturidade" (John Kreicbergs, Down Beat, março de 2005). Ele tem a articulação de um Phil Woods e a sonoridade pura do Art Pepper da década de 50. E foi o primeiro jazzman europeu convidado por Wynton Marsalis para se apresentar no Dizzy's Club, no "santuário" do Lincoln Center.

Jason Moran causou grande impacto no Chivas Jazz Festival de 2003. Vem ao Brasil novamente com os fiéis Nasheet Watts (bateria) e Tarus Mateen (bateria), mais o guitarrista Marvin Sewell. Ou seja, à frente do quarteto que gravou, em 2004, o CD Same mother (Blue Note 71780) - um álbum vanguardista que revisita as raízes bem bluesy do jazz."

NOSSO HIT NÚMERO 50.000

Assim aparece para nós a identidade(?) digital do internauta que gerou nosso hit de número 50.000.

Quem comprovar ser este o seu IP que nos contate, e terá não apenas seu nome divulgado aqui mas receberá um convite para sentar-se à mesa da produção do CJUB no próximo concerto, em 7 de abril, no Mistura Fina.

Que muna-se o felizardo, portanto, da ducumentação que comprove sua presença no blog nesse momento mágico e fará jus ao prêmio.

A todos os demais que nos prestigiam, saúde!

GUITARRISTA JIMMY BRUNO EM RECUPERAÇÃO

Diagnosticado com a Síndrome do Túnel do Carpo, o guitarrista Jimmy Bruno cancelou todas as suas apresentações no início deste ano.
Esta doença ocorre quando o nervo que passa na região do punho (nervo mediano) fica submetido a compressão, originando sintomas como dormência e formigamento nas mãos, principalmente nas extremidades dos dedos indicador, médio e anular.
O tratamento consiste inicialmente imobilizando-se o punho, colocando talas desde a mão até o antebraço e pode levar até mesmo a cirurgia, cujo objetivo é abrir o canal por onde o nervo passa, resolvendo o problema definitivamente na maioria dos casos. Quando crítico, isso pode levar a atrofia definitiva com pouca recuperação, mesmo após processo cirurgico.

Jimmy Bruno foi submetido a uma cirurgia no final de fevereiro e já está em recuperação. Voltou a praticar o instrumento por cerca de 2 horas ao dia, como se reaprendesse a tocar guitarra novamente praticando escalas e arpejos, visto que esta prática requer a movimentação e flexibilidade das mãos e dedos.

Esperamos que logo ele possa nos brindar novamente com a arte que o transformou num dos maiores guitarristas da atualidade.

Jimmy Bruno é artista da Concord Jazz desde 1992. Teve 3 discos como líder aclamados pela crítica - Burnin' (CCD-4612), Slight Of Hand (CCD-4532) e Like That (CCD-4698), este último com o organista Joey DeFrancesco. Também aparece na coletânea Concord Jazz Guitar Collective (CCD-4672) ao lado dos guitarristas Howard Alden e Frank Vignola.
Gravou 2 discos ao vivo - Live at Birdland - em 2 volumes ao lado dos saxofonistas Bobby Watson e Scott Hamilton e 2 DVDs com apresentações ao vivo no Cris Café em NY.

21 março 2006

O JAZZ NOSSO DE CADA DIA - JORNAL DO BRASIL, 21.3.2006, CADERNO B, PÁG. 5

(Clique na imagem para ampliá-la)

Por Sérgio Martins




Da esquerda para a direita:

Mario Vieira (Manim); David Benechis (Bené-X); Alberto Kessel (BKessel); Marcelo Siqueira (Marcelink); Luiz Carlos Antunes (Mestre Llulla); Mauro Nahoum (MauNah); Arlindo Coutinho (Mestre Goltinho) e ao piano, Alberto Chimelli (Mr. Chimes).

O CJUB NO JB DE HOJE

[Foi publicada nesta data a matéria feita pelo jornalista Sergio Martins, depois de ter participado de uma de nossas reuniões-almoço. Com direito a foto do grupo, que não constava, infelizmente, da edição on-line, Martins fez ali um fiel apanhado dos principais pontos que norteiam nossa confraria e terminou dando aos leigos a possibilidade de trilhar o "caminho das pedras". Leiam abaixo suas considerações. M.N.]


O jazz nosso de cada dia

Clube criado por amigos incentiva os internautas a ouvir boa música

Sergio Martins

Charutos de boa marca e, de preferência, cubanos. Uísque escocês envelhecido por pelo menos 12 anos. Página na internet para trocar informações, assim como nas reuniões de todas as sextas-feiras. E, ao fundo, mas não muito, o que há de melhor do jazz no mundo, mais especificamente nos Estados Unidos. Esta a proposta dos fundadores e dos integrantes do CJUB (sigla que significa, como não poderia deixar de ser: charutos, jazz, uísque e blog), um clube de jazz fundado em 10 de maio de 2002 por incentivo e imaginação do economista Mauro Nahoum, de 51 anos, jazzista desde menino, quando ainda não sabia que aquela música era jazz.

As reuniões das sextas-feiras acontecem numa sala reservada do Restaurante Clube do Empresário, no 13º andar da Associação Comercial, no Centro do Rio, na hora do almoço. Isolados dos demais mortais, os integrantes do clube levam discos, CDs, gravador, textos impressos e, principalmente, charutos e uísque. Enquanto o almoço não vem, beliscam os petiscos de entrada, trocam informações e CDs, bebem um bom uísque - alguns preferem ficar apenas na água mineral, mas esses são minoria -, reservam os charuto e, às vezes, uma boa música ao vivo, tocada ao piano por Alberto Chimelli, para depois da refeição. O trabalho? Bem, fica para segunda-feira, que ninguém é de ferro.

O advogado David Benechis, um dos mais falantes do grupo e um dos primeiros a aderir à proposta de Nahoum, conta que o grupo é responsável, também, pela realização de um show mensal de jazz no Mistura Fina, na Lagoa:

- São espetáculos produzidos por nós especificamente para nosso deleite. O próximo será nos dias 7 e 8 de abril, com a Jane Duboc e o Victor Biglione Quarteto. É aberto ao público, mas principalmente para os amantes da boa música. O jazz foi banido das rádios brasileiras. Infelizmente elas (as rádios) estão mais preocupadas em divulgar uma música de consumo imediato e de gosto duvidoso - critica David Benechis.

Nahoum concorda com a crítica. Pega um charuto cubano e o copo de uísque com gelo e se aproxima:

- Se o Parreira (Carlos Alberto Parreira, técnico da Seleção Brasileira) tem seu quarteto mágico, nós também temos o nosso. Quatro jornalistas de primeira linha e profundos conhecedores do jazz, seus grandes nomes e sua história. José Domingos Raffaelli, Arlindo Coutinho, Luiz Carlos Antunes e Luiz Orlando Carneiro (colunista de jazz do JB e chefe da sucursal de Brasília) formam o nosso quarteto mágico - diz Nahoum.

São mais de 20 integrantes fixos no grupo. Mas não se trata de um Clube do Bolinha. Quatro mulheres dão o tom feminino - Marzia Esposito, Luciana Pedorer, Beth Martinelli e Claudia Fialho -, o que não as impede de participar também, além das trocas de informações e de discos de jazz, das doses de uísque e das baforadas dos charutos, não necessariamente nesta ordem.

O site na internet, que pode ser acessado pelo endereço www.cjub.com.br, traz o máximo possível de informações sobre jazz, inclusive textos assinados pelos integrantes do clube. Uma pessoa pouco familiarizada com este tipo de música pode se iniciar seguindo as dicas que estão na página. Há, inclusive, três listas organizadas de forma democrática, por votação livre, dos 11 jazzistas mais importantes, os 11 favoritos do grupo, e a relação dos 10 discos que um leigo poderia levar para uma ilha deserta e se tornar um amante do jazz.

SAMBAJAZZ TRIO COMENTADO POR JOSÉ DOMINGOS RAFFAELLI

Dentre os lançamentos de CD neste ano de 2006, já tivemos o prazer de citar o do SAMBAJAZZ TRIO, pilotado pelo pianista Kiko Continentino, pelo baixista Luiz Alves e pelo baterista e trompetista Cláuton ("Neguinho") Salles.

Aproveitando o lançamento do CD nesta quinta feira (23.03.2006) no Mistura Fina, tomamos a liberdade de reproduzir os comentários do Mestre Raffaelli, cuja riqueza de detalhes na análise do álbum, somente nos incentiva a aprender cada vez mais sobre música.

SAMBAJAZZ TRIO - “Agora Sim!”.

Por José Domingos Raffaelli


A música popular brasileira ganhou prestígio internacional no início dos anos 60, quando a bossa nova foi adotada pelos músicos de jazz americanos e tornou-se um fenômeno mundial. Esse sucesso surpreendeu até os brasileiros mais otimistas. Durante os anos dourados da bossa nova proliferaram os pequenos conjuntos instrumentais, em sua maioria trios, que atuavam nos quatro clubes do lendário Beco das Garrafas. A bossa nova estimulou o aparecimento de várias gerações de músicos, cuja grande maioria foi influenciada pelo jazz, adotando a improvisação jazzística sobre o então novo ritmo brasileiro, desenvolvendo uma amálgama apropriadamente denominada samba-jazz. A Guanabara Records mantém viva a influência dos grupos daquela época lançando o SAMBAJAZZ TRIO.

Pianista, compositor e arranjador, Kiko Continentino é um jovem revelado recentemente que reafirma seu vasto talento neste CD do SAMBAJAZZ TRIO (“Agora Sim!”), ao lado de Luiz Alves (baixo) e Clauton “Neguinho” Sales (bateria e trompete).

Nascido bem depois do boom da bossa nova e do samba-jazz, Kiko absorveu e filtrou aquelas influências, alcançando o ponto de equilíbrio adequado da linguagem brasileira temperada com a improvisação jazzística. Apesar da idade, possui sólidos conhecimentos musicais adquiridos ao longo de sua experiência atuando em inúmeros contextos. É lícito afirmar que, antes mesmo de nascer, Kiko estava predestinado a ser pianista porque faz parte de uma família de músicos. Seu pai, Mauro Continentino, foi o responsável por sua introdução no universo artístico. E não deu outra. Kiko desde cedo se dedicou ao piano com afinco. Seguiram seus passos os irmãos Jorge, nos saxofones, e Alberto, no baixo.
Com apenas 15 anos, Kiko era atração na casa noturna Pianíssimo Studio Bar que seus pais administravam em Belo Horizonte, chamando a atenção para o seu talento. Seus progressos foram tão acentuados que, vindo para o Rio de Janeiro, logo foi requisitado por alguns dos maiores nomes da MPB, tocando e/ou gravando entre muitos outros com Milton Nascimento, Quarteto Jobim-Morelenbaum, Gilberto Gil, Djavan, Edu Lobo, João Bosco, Emílio Santiago, Ivete Sangalo, Alaíde Costa, Victor Biglione, Nivaldo Ornelas, Pascoal Meirelles, Mauro Senise, Bebeto Castilho, Juarez Araújo, Idriss Boudrioua, Raul Mascarenhas, além de colaborações para o canal de TV Multi-Show e outros de uma lista quase infindável.
Paralelamente, ele organizou o ContinenTrio com seus irmãos Jorge e Alberto, gravando um CD com o nome do conjunto. Bastante solicitado como arranjador, colaborou com Milton, Djavan, Gilberto Gil, Bernardo Lobo, Beth Bruno, Zé Ricardo, Cláudio Zoli, Jane Duboc, Arthur Maia e o conjunto vocal Be Happy, entre outros.

Dedicado, consciente e estudioso, Kiko absorveu inúmeras influências, principalmente de jazz, samba, MPB moderna e tradicional, vigas-mestras da formação do seu estilo. Este CD reafirma suas qualidades reconhecidas pelos que acompanham o desenvolvimento da nossa música instrumental. Consistência é uma das palavras-chave que marca seu estilo. Além disso, ele unifica os requisitos ideais de todo bom músico - criatividade, virtuosismo e bom gosto -, uma combinação mágica que todos perseguem e poucos conseguem. Suas improvisações destacam-se pelas frases que forjam idéias sempre renovadas. Sua técnica altamente desenvolvida permite-lhe executar as frases mais intrincadas que imagina, sem jamais se preocupar com o exibicionismo, descartando o óbvio, o supérfluo e a mesmice. A integridade e a dedicação que dispensa à sua arte expressa um talento que sua criatividade desenvolve continuamente.

Luiz Alves é um dos nossos baixistas mais respeitados, com um currículo impressionante, tendo atuado com uma infinidade de artistas brasileiros e estrangeiros. Lenda viva do seu instrumento, por sua categoria e influência era considerado pelo genial Luiz Eça como "o baixista dos baixistas". Com longa estrada percorrida, Luiz tem passagens pontilhadas de brilhantes atuações, gravações e colaborações com uma constelação de astros, entre eles Tom Jobim, Luiz Eça, Johnny Alf, o seminal grupo Som Imaginário, Wagner Tiso, Robertinho Silva, Dori Caymmi, Paulo Moura, Maysa Matarazzo, Carlos Lyra, Hermeto Pascoal, Leny Andrade, Gal Costa, Hélio Delmiro, Sivuca, Nivaldo Ornelas, Toninho Horta, Edu Lobo, João Donato, Egberto Gismonti, Mauricio Eihorn, Moacyr Santos, Nana Caymmi, Cal Tjader, George Duke e outros. Domínio instrumental, tempo impecável, técnica justa, afinação irrepreensível, bela sonoridade (que os músicos chamam de "redonda"), bom gosto na escolha das notas e senso inato de antecipar idéias aos seus companheiros são marcas registradas da sua concepção. Entre seus atributos, também utiliza o arco do instrumento, uma raridade entre os baixistas, documentado no velho cavalo-de-batalha do jazz "Sweet Georgia Brown", "Maracangalha", "Quero-Quero", "O Trenzinho Caipira" e "O Morro Não Tem Vez”.

Conhecido pelo apelido de Neguinho, o baterista e trompetista pernambucano Clauton Sales é considerado por Kiko "um fenômeno por tocar bateria e trompete simultaneamente, com total coordenação e independência de mãos e pés, sempre com a mesma intensidade e suingue, alcançando níveis surpreendentes de alto rendimento artístico-musical em ambos os instrumentos, sem exibicionismos gratuitos". Radicado no Rio de Janeiro, tocou nos conjuntos de Geraldo Azevedo, Jota Moraes, Gonzaguinha, Tim Maia, Zé Ramalho, Luizão Maia, Selma Reis, Luis Melodia, Leila Pinheiro, Nico Assumpção e Toca Delamare, entre outros. Em "Agora Sim" e "Deus Brasileiro" ele dá uma amostra do seu talento como trompetista.

O CD ”Agora sim!” oferece repertório de várias fontes e tendências, incluindo clássicos do samba-jazz, da época áurea da bossa nova, MPB pré-moderna e tradicional, ritmos latinos, composições de jazz e originais de Kiko e Luiz Alves. Com arranjos originais e criativos, os músicos desenvolvem uma fusão de todos esses estilos. Segundo Kiko, "a idéia é reconectar fios que ficaram desligados desde os anos 60, época em que se fazia no Brasil uma música impregnada de bom gosto e modernidade. Naturalmente, essas informações vão sendo transportadas para uma nova perspectiva, tornando o som atual". Cinco clássicos da lavra de cinco dos maiores compositores brasileiros, cada qual em sua respectiva área, são devidamente investigados: "Maracangalha", grande sucesso de Dorival Caymmi em 1956, em cujo final Kiko inseriu "Maracalaxo", de sua autoria, como música incidental; o balanço de execução, a troca de compassos entre Kiko e Neguinho e a citação de "Estamos Aí" ilustram o entusiasmo e a alegria de tocar do trio. "O Trenzinho Caipira", uma das peças mais populares do eterno Villa-Lobos, iniciado solenemente por Luiz com o arco, tem seu andamento acelerado progressivamente por Kiko dando a idéia de um trem em movimento, reservando uma gama de sucessivas surpresas para o ouvinte. No clássico "The Dolphin", de Luiz Eça, que recebeu versões dos jazzmen Bill Evans, Stan Getz e Victor Feldman, Kiko traça seu perfil melódico através de engenhosas variações, homenageando o pianista Bill Evans na transcrição de um solo que se tornou uma obra-prima. O movimentadíssimo "O Morro Não Tem Vez", de Tom Jobim, agraciado por Luiz com o arco, começa com uma introdução de soul jazz, transforma-se em samba rasgado, tem um trecho latino de Kiko, troca de quatro compassos entre piano e bateria, e um surpreendente final em andamento 5/4 com sugestivos efeitos de pizzicato de Luiz no baixo.

A introdução complexa de Kiko em "Canção do Sal", de Milton Nascimento, cuja estrutura melódico-harmônica encantou o saxofonista Stan Getz, conduz a uma investigação relax do pianista com breves suspensões rítmicas judiciosamente intercaladas em seu solo.

O velho cavalo-de-batalha "Sweet Georgia Brown", que há décadas serve de trampolim para improvisações de jazz, recebe tratamento singular com Luiz Alves em amplo destaque expondo o tema com o arco, enquanto Neguinho acompanha emulando os bateristas da década de 30. Depois vira samba-jazz à guisa de transição moderna de execução, terminando humoristicamente com o famoso "clichê nº 1.239-A", como a ele se referia o consagrado crítico Leonard Feather.

Além de “Maracalaxo”, Kiko colabora com três composições. "Sabor Antigo" (demonstrando ser um músico atualizado em concepção e approach), conta mais adiante com uníssono de piano e baixo sublinhando o solo de bateria. A exposição de "Noturno", tema com tintas latinas, dá lugar ao andamento 4/4 do jazz, adiante alternando com um ritmo que chamamos de latin-bossa, valorizando a interpretação com engenhosas e criativas variações rítmicas. "Cem Anos para Amar", em parceria com a cantora Simone Guimarães, é levado em andamento moderado bastante favorável ao suingue coletivo, um elemento sempre presente em todo o CD. Luiz Alves contribuiu com três obras: em "Agora Sim", a introdução de baixo com o trompete assurdinado de Neguinho cede lugar a Kiko expondo o tema; adiante, com o trompete aberto, Neguinho improvisa, seguido por Kiko com sua habitual consistência, além de interessante revezamento piano-trompete; "Quero-Quero", no qual Kiko esbanja criatividade através de idéias fluentes que se renovam, evoca um passeio pelo lendário Beco das Garrafas; "Praça Pio XI", em parceria com o pianista Luizão Paiva, é um exuberante e legítimo samba-jazz que enseja ao trio projetar sua coesão e unidade.

Kiko dá asas à sua extroversão em "Deus Brasileiro", dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, criando excitação e entusiasmo num andamento acelerado, cabendo a Neguinho intervenções no trompete.

Há pouco a acrescentar. A essência da música do SAMBAJAZZ TRIO está no diálogo e na interação entre os músicos. Eles possuem o conhecimento de melodia, harmonia e ritmo agregados a um instinto musical superior requerido para esta suprema e exigente forma de arte - a improvisação. Este é mais um cartão de visita de Kiko Continentino e da Guanabara Records, que restaura nossa fé na boa instrumental música brasileira.

José Domingos Raffaelli
Crítico de jazz e música brasileira
Agosto de 2005

18 março 2006

ELDAR DJANGIROV CORRE A EUROPA

O jovem e prodigioso pianista russo, radicado nos EUA, está correndo a Europa neste mes de março, mostrando seu último disco Eldar, gravado pela Sony Music. Quem estiver passeando pelo Velho Continente poderá tentar ver e ouvir o baby-face do piano, segundo sua agenda, abaixo reproduzida direto de seu site. A partir de junho, Eldar volta aos Estados Unidos e continua o trabalho on the road.

ELDAR TOUR DATES, 2006:

March 20, 2006: Amsterdam, NETHERLANDS; Venue: Bimhuis

March 23, 2006: Barcelona, SPAIN; Venue: Zacarias ZAC Club

March 24, 2006; San Javier, SPAIN; Venue: Carpa Municipal del Parque Almansa

March 26, 2006: Milan, ITALY; Venue: Blue Note Milano

March 28, 2006: Berlin, GERMANY; Venue: A-Trane

March 29, 2006: Hamburg, GERMANY; Venue: Stage Club

March 31, 2006: Munich, GERMANY; Venue: Unterfahrt

June 8, 2006: Philadelphia, PA USA; Venue: Zanzibar Blue

June 9, 2006: Rochester, NY USA; Venue: Rochester International Jazz Festival

June 10, 2006: Cambridge, MA USA; Venue: Regatta Bar at The Charles Hotel

June 18, 2006: Los Angeles, CA; Venue: Playbill Jazz Festival at the Hollywood Bowl


Quem sabe o fenomenal rapazote oriundo do Quirguistão não aparece por aqui no segundo semestre, só para nos mostrar alguma coisa de seu estilo peculiar, que alia velocidade espantosa por sobre um domínio absoluto do instrumento, tendo incorporado as linguagens de quase todos os seus antecessores de monta e já partindo para um estilo próprio de compor e tocar (tudo isso aos 18 anos). Segundo a Sony, sua composição "Watermelon Island" foi considerada, pelo site "ITunes" o download "descoberta", pelos internautas (pela quantidade de compras).

Acompanhando sua carreira há algum tempo, meu interesse em ouví-lo, ao vivo e a cores, é imenso.

17 março 2006

PAT MARTINO EM TRIBUTO A WES MONTGOMERY

Wes Montgomery sempre é referência quando o assunto é guitarra no jazz. Sua música já foi referenciada em disco por grande guitarristas como Emily Remler, Ritchie Hart, Irio de Paula, Lee Ritenour e inúmeros outros.
Agora é a vez de Pat Martino nos brindar com um tributo. Acompanhado pelo contrabaixo de John Patittuci, bateria de Scott Allan Robinson, piano de David Kikoski e percussão de Daniel Sadownick, Pat Martino nos apresenta REMEMBER, uma homenagem a este que é um dos grandes guitarristas da história do jazz - Wes Montgomery.

Com lançamento previsto para 4 de abril pelo selo Blue Note, REMEMBER traz no repertório um reencontro com grandes temas do mestre :
- Four on Six
- Groove Yard
- Full House
- Heart Strings
- Twisted Blues
- Road Song
- West Coast Blues
- S. K. J.
- If I Should Lose You
- Unit Seven

Pat Martino é um exemplo, em tudo. Vítima de aneurisma cerebral que o levou a uma cirurgia em 1987, perdeu a memória e chegou a não reconhecer parentes próximos, nem mesmo qualquer lembrança de que tinha uma carreira como guitarrista, aliás, um grande guitarrista. Sintoma esse que foi identificado em 1976 por fortes dores de cabeça, cuja causa já se diagnosticava como um aneurisma.
Sua recuperação foi intensiva, estudou seus próprios registros musicais e com ajuda da tecnologia conseguiu reverter a perda da memória trazendo-o de volta à sua forma. Definitivamente, reaprendeu a tocar guitarra.
Seu retorno aos show só ocorreu em 1987 com o album The Return, voltando a gravar após outra ausência por problemas particulares em 1994 com o album Interchange.

Pat Martino, 61 anos, é possuidor de uma técnica assustadora e é um virtuose guitarrista do jazz. Começou tocando guitarra aos 12 anos e não completou os estudos em prol da música.
Inspirado na musica de John Coltrane e na guitarra de Johnny Smith, no início de sua carreira mergulhou no soul jazz, na concepção de organ-trio, onde adquiriu disciplina harmônica e ritmica, vindo a tocar mais tarde com Jack McDuff e Don Patterson. Participou ativamente como sideman ao lado de grandes nomes do jazz como Sonny Stitt, Gene Ammons, Richard Groove Holmes, Bobby Hutcherson, Chick Corea, Stanley Clark e Chuck Israels, entre outros

Desde 1990, Pat Martino vem recebendo prêmios :
- 1995 Mellon Jazz Festival "Dedicated in Honor";
- 1996 Philadelphia Alliance "Walk of Fame Award";
- 1997 National Academy of Recording Arts & Sciences "Songs from the Heart Award";
- 2002 Nomeado para o Grammy pelo melhor album de Jazz "Live at Yoshi's" e melhor solo de jazz em 'All Blues';
- 2002 National Academy of Recording Arts & Sciences "2nd Annual Heroes Award";
- 2003 Nomeado para o Grammy pelo melhor album de Jazz "Think Tank" e melhor solo de jazz em 'Africa';
- 2004 Guitarrista do ano pela Downbeat.

É o cara !

16 março 2006

O NOVO DE TAYLOR EIGSTI

Já está pronta a capa do CD de Taylor Eigsti, "Lucky to Be Me", a ser lançado nos EUA no próximo dia 28, em sua estréia pela Concord Records.

O jovem e bastante criativo pianista, eleito pelo CJUB como o músico revelação internacional do ano de 2005, Eigsti vem se confirmando como bela revelação e neste disco, que sucede a "Taylor's Dreams", de 2001 e a "Resonance", de 2002, substituiu seus companheiros fiéis dos anteriores, o baixista John Shifflett e o baterista Jason Lewis, por nomes de bastante peso. Estarão ali os baixistas Christian McBride e James Genus e os bateristas Lewis Nash (para mim, o maior baterista do jazz atual) e Billy Kilson, além de seu parceiro recente e gênio da guitarra Julian Lage, com quem Eigsti vem se apresentando mundo afora, cuja genialidade pode ser testemunhada no Brasil no ano passado, tanto no Festival de Ouro Preto como nas apresentações que fizeram - em duo - no Mistura Fina. A propósito, foi Lage quem concorreu com Eigsti em nossa votação de revelação, sendo derrotado no photochart, por um fio de cabelo. O CD, segundo o seu site, será recheado de "originais de Eigsti, standards e outras surpresas".

Taylor Eigsti
estará se apresentando amanhã, 17 de março, em Berkeley, numa noite para levantar fundos para a escola de jazz da cidade, junto com seus escudeiros históricos Shifflett e Lewis e mais Frederica Von Stade, a tão afamada quanto fabulosa meio-soprano americana, na noite chamada "An Enchanting Evening of Jazz, Opera and Broadway".

Resenha do CD tão logo possa ser devidamente escutado.

14 março 2006

LIVRO AFIRMA QUE O JAZZ VIROU "PEÇA DE MUSEU" NOS EUA

Transcrição de matéria do jornalista e crítico musical da Folha de S.Paulo, Carlos Calado.

"Há muito tempo um livro não provocava tamanha polêmica no universo do jazz. Recém lançado nos EUA e na Inglaterra, " Is Jazz Dead ? Or Has It Moved To a New Address ", do crítico britânico Stuart Nicholson, faz um duro ataque a essa que é considerada a manifestação artística mais original já criada nos EUA.

A tese central do livro é a de que o jazz norte americano perdeu seu espírito inventivo a partir dos anos 80. A ação mercantilista das grandes gravadoras, assim como o ensino padronizado das escolas de música e o conservadorismo da geração liderada pelo trumpetista Wynton Marsalis, teriam transformado a cena do jazz nos EUA em um museu, onde só se cultivam estilos do passado.

Apesar do título provocativo do livro, Nicholson nem chega a sugerir que o jazz esteja com os dias contados. Na verdade, afirma que a essência inovadora desse gênero musical migrou, especialmente para a Europa. " Hoje, é nos países fora dos EUA que as mudanças mais profundas estão ocorrendo. A globalização do jazz está produzindo a mais significativa mudança dessa música em décadas."

A mídia especializada americana não deixou de se posicionar. A revista "Jazz Times" admitiu a significância da tese ao publicar três críticas do livro, na edição de Fevereiro. Já na resenha publicada pela tradicional "Down Beat", Paul de Barros põe em dúvida a validade de algumas fontes do britânico e sugere que seu livro beira a arrogância. "A tese de Nicholson não é convincente para dar suporte ao argumento de que o jazz dos EUA é dominado por neoconservadores, ele ignora Bill Frisell, Dave Douglas, Ken Vandermark, Don Byron e outros que poderiam estar em seu caminho."
O crítico do "The New York Times" Ben Ratliff, também discorda da tese principal de Nicholson, embora reconheça que no continente europeu, especialmente na Escandinávia, já se produz jazz de alta qualidade há décadas. "Nossas maiores gravadoras tomaram decisões estéticas e comerciais ruins e podem ser acusadas de tentar derrubar o jazz." Ratliff menciona o termo "young lions" referindo se aos jazzistas com idades entre 20 e 30 anos, que as gravadoras decidiram promover a partir da década de 80, e afirmando que o fato de jazzistas mais maduros e abertos a experimentações terem sido preteridos em favor dessa geração recém saída das escolas, com uma concepção musical limitada, também foi nocivo".

Já nessa década, as gravadoras decidiram investir em cantoras de jazz, estimuladas pelo sucesso de Diana Krall. Na opinião de Nicholson, essa opção reduziu bastante o espaço dos instrumentistas no mercado. Outro alvo de Nicholson é o ensino padronizado do jazz nos EUA. Os primeiros mestres dessa música eram autodidatas que foram sucedidos por formandos de universidades. O grande paradoxo do ensino do jazz é que os objetivos nem sempre coincidem com as expectativas do consumidor. Ou melhor, não interessa ao ouvinte se o músico desenvolveu trabalhos acadêmicos, mas que sua música seja original ou ao menos emocione."

Com a palavra nossos confrades e amigos cejubianos, pois a polêmica está lançada...

13 março 2006

SAIU!!!

Amigos,
Chegou da fábrica hoje, fresquinho, o novo CD do Hamleto Stamato - Speed Samba Jazz 3. Ainda demora uma semana para estar nas lojas, mas vai aí uma prévia:
Speed Samba Jazz 3 completa a trilogia de Hamleto Stamato explorando os estilos e os elementos do samba-jazz e da música brasileira moderna. A carreira de Hamleto é pontilhada de sucessos. Sempre requisitado por ampla variedade de artistas. Com músicos do quilate de Ney Conceição (baixo) e Erivelton Silva (bateria), os mesmos que gravaram o segundo volume desta trilogia, o trio de Hamleto funciona como uma única célula, integrado e em constante interação, redundando numa mistura de lirismo melódico, harmonias ousadas e flexibilidade rítmica. Com total domínio do estilo samba-jazz e MPB moderna, o trio oferece um recital com altas doses de refinamento e criatividade.

Repertório:

1. Why not (Michel Camilo)
2. Triste (A. C. Jobim)
3. De bem com a vida (Alberto Rosemblit)
4. On Green dolphin street (Ned Washington / Bronislaw Kaper)
5. My Romance (Rodgers / Hart)
6. Ela é Carioca (A. C. Jobim / Vinicius de Moraes)
7. Café com pão (João Donato / Lysias Ênio)
8. Melancia (Rique Pantoja)
9. Nova (Hamleto Stamato)
10.Que a gente fez (H. Stamato / PH Castanheira / P. Soledade)
11.Days of wine and roses (Henry Mancini / Johnny Mercer)
12.Nothing Personal (Don Grolnick)

Shows de lançamento:
29/03 - 21:00h - Mistura Fina
31/03 - 12:30h - Saraiva Ouvidor (Delira no Almoço)
17/04 - 19:00h - Modern Sound

Abraços,

09 março 2006

A VOLTA DE DONALD FAGEN

Desde 1977, no lançamento do antológico álbum “Aja” – há um solo bárbaro de Wayne Shorter -, o grupo Steely Dan (leia-se Donald Fagen e Walter Becker) tornou-se o mais criativo e jazzístico na história da música pop norte-americana. O próprio Miles Davis teria reconhecido que Fagen & Becker estavam anos-luz à frente dos demais. Os dois, aliás, sempre foram ligados ao jazz. Entre outras aventuras, produziram em 1978 um excelente disco com os saxofonistas Pete Christlieb e Warne Marsh (Apogee), relançado em 2004. Ao mesmo tempo, Donald Fagen fez sozinho dois CDs também históricos. O primeiro, The Nightfly (1982), até entrou na lista da ilha deserta de um ex-integrante do CJUB . O segundo, Kamikiriad(1993), é outro exemplo de originalidade, com tempero jazzístico da maior qualidade. No próximo dia 14, a Reprise/Wea fará o “street date” do terceiro álbum-solo (13 anos depois), Morph The Cat. O fato ganhou repercussão entre os músicos americanos, já que Fagen é bastante criterioso na escolha da banda, sempre de primeiríssimo time. Graças a um amigo canadense, consegui o CD antes da sua edição oficial – em época de rock primário, via Stones, é um lançamento que merece toda a atenção.
A primeira constatação vem com a qualidade da gravação – outra fixação de Fagen. O CD já foi lançado em 5.1 surround. Os arranjos de metais, de extremo bom-gosto, têm em destaque o trompetista Michael Leonhart, filho do competente baixista Jay Leonhart. Fagen assina todos os temas, arranjos de base e teclados, como de hábito. A faixa de abertura, que leva o título do CD, traz o ótimo saxofonista Chris Potter. O estilo em melodias intrincadas e harmonias menos usuais se mantém como característica inconfundível. H-Gang talvez seja o tema a puxar o CD nas rádios. Fagen chamou alguns guitarristas categorizados, como Hugh McRacken, Wayne Krantz e Jon Herington, além do baixista Freddie Washington. O back vocal, tendo à frente Carolyn Leonhart, irmã de Michael, é outro ponto alto no CD. Os demais temas mantém a esperada criatividade de Fagen e suas letras irônicas, inteligentes. Até a reprise condensada da faixa-título. Classificar Morph The Cat como um álbum de jazz seria exagero. Há, no entanto, essa intenção clara. Assim como nos CDs anteriores, são necessárias várias audições para uma análise mais segura. Mas a qualidade musical é facilmente identificada, principalmente aos ouvidos voltados para o jazz. Pelo gênero, o CD é imperdível. Donald Fagen é um dos músicos da linha pop-rock-jazz mais importantes da música norte-americana.

Donald Fagen - Jan 10, 1948 in Passaic, NJ
1982 - The Nightfly (Warner - Grand Prix Du Disc de Montreux, 7 nominações ao Grammy))
1993 - Kamakiriad (Reprise)
2006 - Morph The Cat (Reprise/ Wea)
2000 - Two Against Nature-Steely Dan (Wea - 4 Grammies, álbum do ano)

08 março 2006

DEGUSTANDO FRANK SINATRA

A EXPAND CASTELO recebe no dia 14 de março o especialista em vinhos MARCELO COPELLO para mais uma palestra/degustação sobre VINHO e, claro, MÚSICA.

O evento é uma homenagem a Frank Sinatra, um dos maiores cantores do século XX que completaria 90 anos no final de 2005, e será regado a muita música e imagens de sua carreira, combinados com diferentes vinhos.

O Programa da degustação e palestra segue o seguinte roteiro :

Suas raízes italianas - o início de sua carreira em Nova York e sua trajetória como crooner de orquestras;
Vinho: branco siciliano - Regaleali Bianco I.G.T. 2002 – Itália

Os compositores que Sinatra eternizou - de Cole Porter a Gershwin, a voz de Sinatra foi o maior veículo para a grande canção americana, isso sem falar em Tom Jobim ;
Vinho: Champagne - Gosset Brut Excellence - França

O Sinatra ator – com um Oscar em seu currículo e mais de 60 filmes em sua carreira, Sinatra deixou sua marca no cinema ;
Vinho: Bourgogne Pinot Noir -Givry 1er Cru Cellier Aux Moines 99 - França

As fases da voz do cantor - Sinatra é o único cantor que tem “safra”. Sua voz mudou drasticamente ao longo de sua carreira. Com diferentes arranjadores, em diferentes gravadoras, pode-se pedir um “Sinatra da Columbia” ou um “Sinatra da Capitol” como quem pede um “Borgonha 1996” ou um “Porto Vintage 1994” ;
Vinho: Rioja – Marqués de Murrieta Reserva 2000 - Espanha

As Esposas – quatro esposas e muitas amantes marcaram sua vida e sua carreira e não podem ser esquecidas ;
Vinho: Família Zuccardi Q Tempranillo 2002 - Argentina

Seus amigos e parceiros - O “Rat Pack” ou “The Clan”, composto por Sinatra, Sammy Davis Jr, Dean Martin, Peter Lawford, Shirley McLaine e muitos outros levou a amizade a seus shows e filmes.
A bebida aqui não poderia ser outra ...
Whisky: Jack Daniels

Marcelo Copello é um dos principais formadores de opinião da indústria do vinho no Brasil, autor de três livros - Vinho & Algo Mais , O Diário de um Náufrago em um Mar de Vinho e O Vinho para quem tem Estilo, apresentador do programa “Vinho & Algo Mais” da Varig-TV, editor da revista ADEGA e do site “Mar de Vinho” - http://www.mardevinho.com.br/ - e colunista de vinhos da Gazeta Mercantil desde 2001.
Foi o Primeiro brasileiro a ter uma coluna de vinhos na Europa “Revista de Vinhos – Portugal” e primeiro wine writer do país a ser traduzido com o lançamento de seu livro “Vino y Algo Más” na Argentina e Chile, previsto para dezembro deste ano pela editora Caviar Bleu.

Preço: R$ 150,00 por pessoa
Número de ingressos à venda : 20 ( vinte )
Local : EXPAND CASTELO – Av. Erasmo Braga 299 B, Rio de Janeiro
Informações e Reservas – (21) 2220-1887, (21) 2532-7332

SAMBAJAZZTRIO LANÇA CD NO MISTURA FINA EM 23.03.2006 ÀS 21:30

O trio composto pelo piano de Kiko Continentino, pelo baixo acústico de Luiz Alves e por Cláuton "Neguinho" Salles na bateria e trompete, lança o CD no Mistura Fina (Rio de Janeiro) no próximo dia 23.03.2006 (quinta feira) às 21:30.

Num momento em que são relançados em CD inúmeros trabalhos feitos por trios nas décadas de 60 e 70, é interessante ver o SambaJazzTrio lançando um trabalho de grande qualidade.

Para quem deseja mais detalhes sobre o CD, lembramos que o mesmo já foi objeto de uma breve resenha no mês de janeiro/2006 neste Blog.

Todos ao Mistura !!!

Beto Kessel

06 março 2006

CJUB EM 29 CONCERTOS

Com o CJUB prestes a completar seu 4º aniversário dentro de dois meses, e com o objetivo de relembrar todos que acompanham as atividades deste grupo de amantes do JAZZ, apresentamos abaixo uma lista atualizada contendo os conceitos e o nome dos músicos que participaram dos 26 Concertos Chivas Jazz Lounge e dos 03 Concertos Chivas Jazz Lounge Internacional até o presente momento:

CJUB – CONCERTOS

01
20.05.03
Piano – Dario Galante
Sax Alto – Idriss Boudrioua
Trompete – Jesse Sadock
Baixo – Augusto Mattoso
Bateria – Guilherme Gonçalves

02
25.06.03
Baixo - Dodô Ferreira
Sax tenor – Daniel Garcia
Piano – Marco Tommaso
Bateria – Pedro Strasser

03
30.07.03
Piano – Sheila Zagury
Trompete – Wander Nascimento
Sax – Fernando Trocado
Baixo – José Luis Maia
Bateria – Kleberson Caetano

04
19.08.03
Baixo - Edson Lobo
Trompete, flugelhorn, e trombone de válvulas - Paulinho Trompete
Sax-alto e flauta – Ricardo Pontes
Piano - Fernando Moraes
Bateria - Wallace Cardoso

05
25.09.05
RIO DE JANEIRO JAZZ TRIO
Piano – Dario Galante
Baixo – Paulo Russo
Bateria – Andrew Scott Potter

06
29.10.03
TRIBUTO A CHARLIE PARKER
Baixo - Adriano Giffoni
Sax Alto - Idriss Boudrioua
Trompete e Fluegelhorn - Altair Martins
Guitarra - Felipe Poli
Bateria - Amaro Junior

07
17.12.03
JAZZ PANORAMA, UM TRIBUTO A JORGE GUINLE
Piano - Hamleto Stamato,
Baixo - Augusto Mattoso
Bateria - Kleberson Caetano
Trompete - Paulinho Trompete
Sax Tenor - Widor Santiago
Trombone - Roberto Marques

21.01.04
I CHIVAS JAZZ LOUNGE INTERNATIONAL COM O BRAZILIAN JAZZ TRIO
Piano – Helio Alves
Baixo – Nilson Matta
Bateria – Duduka da Fonseca

08
28.01.04
TRIBUTO A BILL EVANS
Piano – Helio Celso
Baixo – Sergio Barroso
Bateria – Alfredo Gomes

09
25.03.04
TRIBUTO A JOHN COLTRANE
Piano – Kiko Continentino
Baixo – Sergio Barroso
Bateria – Pascoal Meirelles
Sax Tenor e Soprano – Nivaldo Ornellas

10
29.04.04
TRIBUTOS A SONNY ROLLINS E CHET BAKER, COM O QUINTETO LIDERADO POR WIDOR SANTIAGO
Sax Tenor – Widor Santiago
Trompete – Paulinho Trompete
Piano – Hamleto Stamato
Baixo – Rodrigo Villa
Bateria – Erivelton Ribeiro

11
27.05.04
TRIBUTO A RICHARD ROGERS, COM MARKOS RESENDE QUARTETO
Piano - Markos Resende
Baixo – Alberto Lucas
Bateria – Bob Wyatt
Trompete – Daniel D`alcantara

12
01.07.04
TRIBUTO A BILLY STRAYHORN, COM JOSÉ LOURENÇO SEXTETO
Piano – José Lourenço
Sax Tenor – Daniel Garcia
Trompete – Altair Martins
Trombone – Gilmar Ferreira
Baixo – José Carlos Barreto
Bateria – André Tandeta

13
29.07.04
TRIBUTO A DEXTER GORDON, COM O QUINTETO LIDERADO POR DANIEL GARCIA
Sax Tenor – Daniel Garcia
Piano - Dario Galante
Baixo - Augusto Mattoso
Bateria - Rafael Barata
Trompete – Altair Martins

14
26.08.04
NEW YORK JAZZ
Banjo – Eddy Davis
Clarineta – Orange Kellin
Piano - Conal Fowkes

15
30.09.04
TRIBUTO A VICTOR ASSIS BRASIL
Sax Alto – Idriss Boudrioua
Piano – Fernando Martins
Baixo – Paulo Russo
Bateria – Xande Figueiredo
Guitarra – Alex Carvalho

16
28.10.04 -
Cantora – Wanda Sá
Piano – Adriano Souza
Baixo – Dôdo Ferreira
Bateria – João Cortez

17
25.11.04
VICTOR BIGLIONE ORGAN TRIO
Guitarra – Victor Biglione
Órgão – José Lourenço
Bateria – André Tandeta

18
31.03.05
O SOM DO BECO DAS GARRAFAS – DAVID FELDMAN TRIO
Piano – David Feldman
Baixo – Jorge Helder
Bateria – Rafael Barata

19
28.04.05
LEGRAND POUR IDRISS
Sax Alto – Idriss Boudrioua
Piano – Alberto Chimelli
Baixo – Alex Rocha
Bateria – Xande Figueiredo
Guitarra – Alex Carvalho

20
31.05.05
PETERSON POR PERANZETTA
Piano – Gilson Peranzetta
Baixo – Paulo Russo
Bateria – João Cortez

21
07.07.05
TRIBUTO A TOOTS THIELEMANS
Harmônica – José Staneck
Piano – Luis Avellar
Baixo – Paulo Russo
Bateria – Rafael Barata
Guitarra - Marcos Amorim
Sax Soprano – Henrique Band

22
28.07.05
MICHAEL CARNEY & GUILHERME GONÇALVES QUINTETO
Vibrafone & Steel Drum – Michael Carney
Bateria – Guilherme Gonçalves
Piano – Glauton Campelo
Baixo – José Santa Roza
Sax Alto – Idriss Boudrioua

23
01.09.05
JAZZTOR PIAZOLLA
Sax tenor - Blas Rivera
Piano - Marcos Nimrichter
Bandoneón – Renato Hanriot
Violino – Ana de Oliveira

24
29.09.05
O TOM DO JAZZ
Piano – Haroldo Mauro Jr.
Baixo – Sérgio Barroso
Bateria – Rafael Barata

25
27.10.05
CJUB DREAM NIGHT - HOMENAGEM A JOSÉ DOMINGOS RAFFAELLI
Piano – Dario Galante
Baixo – Paulo Russo
Bateria – Rafael Barata
Sax Alto – IdrissBoudrioua
Sax Tenor – Daniel Garcia
Trompete – Jesse Sadock
Trombone – Vittor Santos

26
26.11.2005
A GUITARRA NO JAZZ
Guitarra - Helio Delmiro
Piano - Alberto Chimelli
Baixo - Sérgio Barroso
Bateria - Kleberson Caetano


II CHIVAS JAZZ LOUNGE INTERNATIONAL COM O BRAZILIAN JAZZ TRIO
26.01.2006
Piano – Helio Alves
Baixo – Nilson Matta
Bateria – Duduka da Fonseca

III CHIVAS JAZZ LOUNGE INTERNATIONAL COM O SOM DO BECO DAS GARRAFAS Nº II
02.02.2006
Piano – David Feldman
Baixo – Nilson Matta
Bateria – Duduka da Fonseca

MÚSICOS

PIANO
Dario Galante - 4
Hamleto Stamato - 2
José Lourenço - 2 (sendo uma apresentação em orgão)
David Feldman - 2
Helio Alves - 2
Alberto Chimelli - 2

BAIXO
Paulo Russo - 5
Sérgio Barroso - 4
Augusto Mattoso - 3

BATERIA
Rafael Barata - 5
Kleberson Caetano - 3
João Cortez, Xande Figueiredo e Guilherme Gonçalves - 2

SAX ALTO
Idriss Boudrioua - 6

SAX TENOR
Daniel Garcia - 4
Widor Santiago - 2

TROMPETE
Paulinho Trompete e Altair Martins - 3
Jesse Sadock - 2

GUITARRA
Alex Carvalho - 2

Bem , é isto aí.

Até o próximo concerto,

BETO KESSEL