Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

29 fevereiro 2004

Reunião na sede do CJUB

Aqui, em primeira mão, a foto oficial (na realidade, um instantâneo) da última reunião na sede (não lembro bem agora se foi na sêde ou na séde) do CJUB, e ganha uma barra de rapadura quem acertar que tipo de música estava tocando durante essa assembléia geral.
Ah, e antes que alguém estranhe, sim, é um Porto a bebida que se esgueirou no meio dos maltes e que serve de pedestal para o magnífico Cohiba. Como o nosso compromisso básico é com o prazer dos cejubianos, não damos exclusividade a ninguém a não ser para o que desejamos no momento. Daí que, de vez em quando, as participações de um charuto baiano, um uísque irlandês ou um pianista sueco são facilmente aceitas e bem toleradas entre nós. Cheers!

AS FESTAS DO ZENRIK

Nestes quase dois anos de CJUB pude vivenciar situações inesquecíveis, sempre na companhia destes amigos eternos que são os meus confrades cejubianos. Nossos concertos no Epitácio e no Mistura, as reuniões na casa do Bene-X, o encontro em um domingo chuvoso na casa do Mau Nah onde compilamos nosso primeiro CD, nossos tradicionais almoços de sexta e os mais variados shows e festivais que acompanhamos juntos nestes últimos tempos. Mas sem dúvida que as festas na casa do nosso confrade Zénrik são um capítulo a parte. Já fui á três delas e tive o privilégio de registrar em vídeo praticamente tudo o que aconteceu por lá. Porém, mesmo que alguém assista a todas as quase 12 horas de material filmado, será impossível compreender o que é estar ali, presenciando alguns de nossos melhores músicos se apresentando quase que ininterruptamente por horas e horas. Gente bonita, pessoas interessantes, bebida e comida da melhor qualidade e um anfitrião que te faz sentir em casa. Este é o cenário das festas do Zé.

Na primeira festa que eu fui o Zé estava comemorando o seu aniversário. Demos a ele dois livros de música cubana que ele adora e entende muito. Seus convidados formavam um simpático grupo onde o bom papo estava presente em cada roda. Os músicos estavam ali não como profissionais, estavam como amigos e exatamente por isso que o clima era totalmente descontraído. Logo um ia chegando e começava a tocar alguma coisa, em seguida outro pegava seu instrumento e assim ia. Na hora escolhiam músicas, trocavam parceiros e iam construindo uma tarde memorável. Vários instrumentos de percussão espalhados pela casa convidavam os presentes a participarem da festa. Foi nesta primeira festa que pude conhecer pessoalmente o pianista Hamleto Stamato, que lideraria o concerto produzido por mim meses depois. Aliás, muito mais do que conhecer os músicos as festas do Zé fazem com que eles nos conheçam e possam entender melhor o significado do nosso trabalho.

Na segunda festa, já mais descontraído e conhecendo melhor os convidados, pude conversar melhor com várias pessoas, dentre elas com a simpaticíssima Claudia Zur, que com sua beleza, alegria e alto astral representa perfeitamente o clima reinante nas festas do nosso amigo. Pude ver também o fenomenal músico cubano Orlando Maraca que deixou todos boquiabertos com sua flauta mágica. Seu virtuosismo só não é maior que sua extrema simpatia e poder assistir a uma apresentação sua, quase que particular, e depois poder conversar com ele sobre música brasileira e cubana realmente não tem preço.

A cerca de um mês atrás estive na terceira festa, na companhia dos confrades Marcelón, que foi eleito clone do Hamleto, do sempre animado Goltinho e do presidente Mau Nah que veio com o nosso embaixador JoFlavio, que aliás fez o serviço diplomático do CJUB e distribuiu CDs a praticamente todos os presentes. Como de costume a festa foi sensacional, com destaque para a belíssima apresentação do trio de saxofones liderado pelo Nivaldo Ornelas, que será a próxima atração do CJL. Outro grande destaque foi o pianista David Feldman, jovem que certamente será um dos grandes nomes da música instrumental brasileira muito brevemente e que deixou o Mau Nah de queixo caído. E o que dizer do Chiquinho Chagas? Com seu acordeom ele inflamou os presentes, sendo ovacionado como nunca tinha visto antes. Tocando temas genuinamente brasileiros como “Asa Branca” e “Brasileirinho” e temas genuinamente de jazz como “Giant Steps”, Chiquinho provou que o saber tocar é o que importa.

Vi muitos músicos nestas festas. Para citar alguns, além dos já citados: Luiz Avellar, Philippe Baden, Franklin da Flauta, André Tandeta, Wilson Meirelles, Kleberson Caetano, Marcelo Mariano, Bom Bom, Nei Conceição, Bidinho, Delia Fischer, Augusto Matoso, Widor Santiago, Afonso Cláudio, Eduardo Neves, Paulo Levy, P.C. Castilho, Adriano Trindade, Fabio Luna, Renato Massa, Norton, André Negão, Ricardo Leão, Henrique Band, dentre outros.

É claro que este pequeno relato não traduz tudo o que aconteceu nestas festas e que para cada presente determinados momentos são mais interessantes que outros. Estas festas porém já estão arquivadas nos meus melhores momentos destes últimos anos.

Abraços,

OS SOLOS INESQUECÍVEIS

Vou logo dizendo que a motivação inicial deste post pouco tem a ver com o jazz, em sentido estrito.

Todo garoto que percebe ter aquele gosto a mais por música e começou ouvindo rock (acho que, à exceção do Raf e Goltinho, todos do CJUB), sentiu-se magnetizado pelos solos, naquele caso provavelmente de guitarra ou bateria. Nossos decanos, a seu turno, também se prenderam, em sua juventude, aos choruses mágicos, só que dos cats do jazz, gênero que, até o fim dos anos 50, foi tão hip quanto - perdôem o trocadilho - o hip-hop é hoje para a nova geração e o rock foi para a nossa.

Na verdade, tudo começa quando você descobre que, além do ritmo, da letra, do convite a dançar, namorar, ou chorar que aquela canção tem, há também aquele solo sensacional que passa a atrair quase tanto quanto as estrofes e o refrão da própria música.

Confesso que foi essa descoberta, aliás, a responsável por ter-me bandeado do rock e do clássico, para o jazz.

Sempre gostei de bateria e dos solos dos ícones do (bom) Metal (Ian Paice, Bonzo) e do Progressivo (Neil Peart, Brufford, Alan White, Carl Palmer).

E passei a prestar atenção, cada vez mais, aos solos de grandes guitarristas do rock (Page, Blackmore, T. Iommi, Beck, Clapton, etc., etc.), até me dar conta que, embora já tivesse decorado as músicas - tantas as audições - sempre descobria algo de novo nos solos.

Quando enjoei de rock, fiquei uns dois anos ouvindo só música clássica. Mas senti saudades de ritmo e, como gostava de bateria e de solos, comprei um disco do Art Blakey (Oh By the Way, Timeless, 1982), porque já me haviam dito que o jazz era a música dos solos e o cara era um bam bam bam do instrumento.

Ouvi uma, duas, três vezes, e não entendi nada: o disco era de um baterista e não tinha um solo sequer de bateria ? Por outro lado, que acompanhamento era aquele, variando e comentando praticamente a todo tempo ? Era como se ele "solasse acompanhando", ou vice-versa, sei lá.

Era demais pra mim, naquele primeiro momento. Depois de alguns meses na prateleira, peguei de novo para ouvir e, aí sim, me de dei conta de que eu me apaixonara pelo swing, pela batida do jazz.

Mais que isso, aquela música tinha tudo que eu queria: o foco na improvisação, temas maravilhosos, ritmo irresistível. Me achei no jazz, aos 18 anos e o resto vocês já sabem, virei, como alguns dos colegas de blog, um feliz compulsivo do estilo.

O post tinha pouco a ver com jazz ? Explico: meu intuito aqui é render uma homenagem aos grandes solos que passaram a praticamente se confundir com as músicas que ilustram. A homenagem, na verdade, dirige-se aos gênios que, muito anônimos, criaram linhas melódicas inesquecíveis, em poucos compassos, que, de tão lindas, a gente memoriza nota por nota e até fica cantarolando.

Por exemplo, quem foi o autor do maravilhoso solo "baba" de "After You've Gone" (Earth, Wind and Fire) ? E quem não lembra do tenor rasgado daquele ruivo hilário do Supertramp, em "My Kind of Lady". Entre nós, o solo em "Superhomem", do Gil, ? lindo, isto para citar um. Aposto que cada um de nós, o CJUB e os leitores, guarda alguns na mente e terá prazer em revelar.

Muitas vezes, monstros da improvisação no jazz não conseguem emplacar um solo simples e emblemático como os citados, o que, claro, não os diminui, mas, ao contrário, engrandece exatamente os desconhecidos.

Verdade, também, que famosos já imprimiram sua marca em improvisações históricas: o que seria de "Stairway to Heaven" sem o solo do Page ? E o Van Halen na dançante "Beat It", de M. Jackson ? Que tal Brandford Marsalis no "Bring on the Night" e no "Nothing Like the Sun", do Sting ? Wayne Shorter impressiona num dos discos ao vivo do Milton, "A Barca dos Amantes", com uma intervenção fabulosa em "Tarde". E por aí vai.

Falo, como vocês viram, dos solos que ficam nas suas cabeças.

Vindo (ou voltando) para o jazz, fica brincadeira !

Vários dos solos do Parker são, nota por nota, praticamente uma música autônoma daquela que os originou. Prova disto é que Jon Henderson apôs letras em alguns.

Os choruses de Coltrane na gravação original de "Giant Steps" ainda não foram superados; acho que sei de cor todos - todos mesmo - os solos de "So What" na versão original do "Kind of Blue" (falando a verdade, bem provável que saiba quase todo o "Kind of Blue" de cor).

Isto sem falar nos improvisadores perfeitos (aqueles, como o Mestre Raf costuma dizer, que nunca fizeram um solo "ruim" ou "fraco") dos quais destaco, de modo absoluto, Milt Jackson, a quem tive o privilégio único de assitir (e pasmar) por três vezes. Lembro também, do concerto de Joe Henderson, quando aqui esteve no Free Jazz: tudo o que ele tocou foi absolutamente relevante, nenhuma nota "a mais" ou "a menos".

E, além dos solos propriamente ditos, incluo na homenagem, as famosas introduções criadas por solistas, que, não pertencendo à melodia original, passaram, a partir de seus criadores, a integrar as canções, nas sucessivas versões que outros músicos lhes emprestaram. Caso, p.e., das clássicas aberturas de "All the Things You Are", por Parker, e "Autumn Leaves", do disco "Somethin' Else" (Cannonball/Miles Davis).

Enfim, aos anônimos e famosos, que fizeram história com solos apaixonantes e tão importantes quanto as próprias canções, meu tributo.

E fica o convite aos amigos: quais são os solos que a memória de vocês eternizou ?

27 fevereiro 2004

Uma viagem de sonho à Escócia

Arrumando umas gavetas - atividade compatível com uma quarta feira de cinzas legítima, e chuvosa ainda por cima - encontrei uma contribuição que fiz em 98 para a revista Viagem e Turismo, como participante num concurso chamado "Uma Viagem de Sonho", cujo prêmio máximo era exatamente propiciar, ao vencedor, a realização do descrito, sem tirar nem pôr. Imaginação a mil, tolhida apenas pelo número restrito de palavras que aceitavam, botei no papel exatamente a viagem que me daria maior prazer. Relendo-a, notei que já estava recheada de assuntos pertinentes ao CJUB. Só por isso decidi compartilhá-la com vocês.

Uma viagem de sonho à Escócia

De Londres até Glasgow, na cabine mais luxuosa de um confortável trem, pode-se desfrutar de toda a atenção e do aristocrático atendimento que só ingleses sabem como proporcionar. Assim, na primeira noite imagino um jantar muito requintado onde, na atmosfera sempre romântica do vagão-restaurante da primeira classe, ceiamos à luz dos pequenos abajures, ouvindo Mozart pelas mãos de Keith Jarret. Depois da impecável refeição à base de caça, escoltada por um grand-cru-classé, comemos frutas e tomamos chá. À elevação da temperatura causada pelo belo Armagnac, reagimos caminhando até o fim do trem para um pouco de ar frio, abraços aconchegantes e um robusto Partagas D4. Na cabine, conspiram silentes uma magnum Cristal no gelo e morangos silvestres numa salva de prata. E travesseiros de penas.

Ao amanhecer, o aviso da chegada ao destino. Só há tempo para um espresso à bordo e alí já está a histórica estação. Alguns passos no frio matinal até o pátio da locadora revigoram os corpos e clareiam as mentes. A simples visão do Jaguar XK8, verde escuro e conversível, exatamente como solicitado, antecipa muito prazer.

Até a aldeia de Ayeshire, uma fruição contínua por conta da espetacular paisagem. A alternância entre os campos atapetados de verde e as árvores centenárias que margeiam os rios e córregos, tendo como fundo as montanhas em seus mais diversos tons de azul, deixa-nos pasmos. O ótimo estado da estrada leva ao aumento, inconsciente, da pressão no pedal do gás e àquela sensação de aventura que alegra os corações nas viagens.

Tal emoção só é altrapassada na chegada à Skeldon State, quando do recebimento, das mãos do próprio Mr. Campbell - proprietário das aconchegantes acomodações onde você mesmo se serve de tudo, do bom e do melhor - da licença para pescar, nas margens dos rios Doon e Ayr, combativos salmões e magníficas trutas marinhas, em miraculosa abundância. Pesca-se por três dias e cada fisgada vai a débito da conta do stress. Tudo como desejo, desde que vi, ainda garoto, algumas fotos numa revista de caça e pesca.

Na Escócia, o cashmere, o whisky e a simpatia são produtos nacionais que esquentam as noites nos pubs. E é num desses, em meio à bruma do anoitecer do quinto dia que meus novos "velhos"amigos escoceses me convidam para uma caça ao faisão, na manhã seguinte bem cedo. Eu vou. E acerto um deles, que Mr. Campbell prepara divinamente e que compartilhamos no jantar de despedidas.

Quando acordo no dia seguinte, tenho a impressão de ter sonhado com as Ilhas Maldivas. Mas isso é outra viagem.

24 fevereiro 2004

SUTTON & SINATRA

Alguns cantores de intenção pop norte-americanos conseguem fazer escola e influenciar os novos já ligados ao jazz. Seria injusto não incluir entre eles, por exemplo, Bing Crosby, Nat Cole, Ray Charles ou Frank Sinatra. Cole inclusive foi homenageado várias vezes – e mais recentemente com sucesso por Diana Krall. Sinatra idem, culminando agora com um CD – 27 de janeiro de 2004, Telarc – por conta de uma intérprete pouco conhecida no Brasil mas de inegáveis qualidades, Tierney Sutton (28/06/63): “Dancing In The Dark, Inspired By The Music Of Frank Sinatra”. Sobre o CD, a JazzReview.com não deixa dúvida: ”The jazz listening audience will fall in love with this CD. Highly recommended. This is a memorable, intimate listening experience, one to be savored again and again, often”.
Antes de falar, Tierney já cantava. Na infância, em Milwaukee (Wisconsin), fazia parte do coro do conservatório local. Como ela própria confessa, foi ao se deparar com as ricas harmonias do jazz que optou pela carreira profissional até parar na Berklee School of Music, em Boston. Logo depois foi vista em alguns festivais de jazz, abrindo os concertos de Max Roach e Billy Taylor. Considerada por um jornal de Boston como a nova Ella Fitzgerald, Tierney ganhou força necessária para se lançar às primeiras gravações. Hoje, em Los Angeles, mantém um trio cativo. Ativa educadora de jazz, detém o departamento de “vocal jazz” da Universidade Southern California. Seus 5 primeiros CDs – os quatro últimos pela Telarc - sempre receberam críticas entusiasmadas, estrelados ao máximo, com destaque para “Blue In Green” (2001).
O que chama a atenção em “Dancing In The Dark”, para começar, é o fino ( e original) tratamento dado aos arranjos, sem que ela precisasse mudar seu trio habitual, formado por Ray Brinker (drums), Trey Henry (bass) e Christian Jacob (piano & orchestrations). Há uma participação especial do flautista Gary Foster, além de um “varal” de cordas sempre oportunamente colocado.
Tierney não se preocupou em resgatar apenas os standards mais famosos de Sinatra. O tema de abertura, “What’ll I Do” (Berlin), transforma-se completamente. Em “Only The Lonely”(Cahn & Van Heusen), a proposta é somente voz e piano. Em “All The Way (Cahn & Van Heusen) e “Where Or When (Rodgers & Hart) a atmosfera é mais nebulosa e intimista perto das versões de Sinatra. Em “Without a Song” (Eliscu/R/Y) e “Emily” (Mandel & Mercer) Tierney e seu trio sobram em criatividade. De propósito ou não, a faixa final, um medley de “Last Dance”(Cahn & Van Heusen) e “Dancing In The Dark (Dietz & Schwartz) é capaz de deixar sem graça, pelo foco menos conservador, o quase lendário arranjador polonês Claus Ogerman –sem querer desmerecer o arranjo feito para Diana Krall.
Se por um lado o aparecimento de uma nova cantora de jazz com qualidade é sempre motivo de curiosidade e entusiasmo, fica o exemplo das gravadoras norte-americanas. Tierney Sutton nem em seu próprio país ainda desfruta de popularidade. Mesmo assim tem todos os recursos necessários para um CD de alto nível, com dezenas de músicos em ação no estúdio. Um quadro raríssimo aqui no Brasil, pelo menos entre as cantoras que fazem música honesta.

P.S.: A inspiração sinatriana do CD não vem propriamente na maneira de cantar ou sequer nos arranjos, mas no repertório.

23 fevereiro 2004

FESTIVAL DE JAZZ E BLUES NO CEARÁ EM PLENO CARNAVAL

Notícia retirada do site www.msn.com.br:

Fãs de jazz e blues fogem do Carnaval em festival do Ceará

SÃO PAULO (Reuters) - Começa sábado e vai até terça-feira o 5o. Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga, na serra cearense. Em pleno carnaval, milhares de pessoas trocam a praia pela montanha, e os trios elétricos pela música típica de New Orleans e do Mississipi.A iniciativa tornou-se um sucesso nestes cinco anos: o festival é hoje um dos maiores do gênero no Brasil, e atrai aproximadamente cinco mil pessoas de Fortaleza para a cidadezinha turística de Guaramiranga, a 120 quilômetros da capital cearense.Terminado o Carnaval, as principais atrações do evento tocam também em Fortaleza, no Centro Cultural Dragão do Mar, de 26 a 28 de fevereiro.A programação inclui sempre grandes nomes da música brasileira e este ano apresenta também atrações internacionais.Do jazz e da MPB participam Heraldo do Monte, Renato Borghetti e Gilson Peranzzetta. Do blues, Sérgio Duarte & Entidade Joe, Big Gilson & Blues Dynamite e Celso Salim. E do Canadá vem o trio feminino de jazz Without Words, informa a produtora Via Comunicação.Em anos anteriores apresentaram-se, entre outros, Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Cama de Gato, Victor Biglione, Duofel, Traditional Jazz Band, Blues Etílicos, Nuno Mindelis e André Christovam.Os shows espalham-se por vários locais na serra do Baturité. As atrações principais tocam no Teatro Tereza Rachel, em Guaramiranga. O segundo palco é montado ao ar livre em frente à igreja matriz da cidade.Outros dois, em frente ao teatro e na Arena Sebrae, são destinados exclusivamente a jam sessions que varam as madrugadas. Este ano haverá ainda shows no restaurante Lautrec, no hotel Mulungu e na cidade vizinha de Aratuba.O lançamento oficial do evento, feito em 23 de janeiro em Fortaleza, teve show de Stanley Jordan, astro da guitarra jazzística, no Dragão do Mar.

(Por Helton Ribeiro, especial para a Reuters)
© Reuters 2004. All rights reserved.



19 fevereiro 2004

Soprando a fumaça, ou como jogar água fria nos protestos irados de sua parceira

Chegará inevitavelmente a hora, na vida de todo homem que fuma charutos, em que ele vai olhar além do incandescente petardo em sua mão para encontrar os olhos zangados de sua companheira como que perfurando os seus e por entre seus lábios apertados vai ouvir estas nove aterradoras palavras: "Você tem de escolher entre o charuto ou eu." (Rudyard Kipling).

Seja por causa do cheiro do fumo que permeia tudo o que tem, ou pelas quantias exorbitantes que saem da conta bancária cada mês ou pelas intermináveis horas gastas soprando suavemente, debaixo do cobertor de tranqüilidade proporcionada pelo bar de charuteiros da esquina, sua cara metade vai, em determinado momento, arrumar-lhe um barulho sério por causa desse hábito.

Um verdadeiro conhecedor de charutos daria um dos braços antes de abrir mão da paz advinda de uma bela charutada e é isso o que se exige rotineiramente desses infelizes, homem ou mulher, não importa. Dessa afronta à dignidade humana e à auto-determinação, cria-se aqui uma barreira de fogo.

Um confronto de proporções colossais normalmente se inicia quando um sujeito cansado entra em casa tarde da noite depois de uma noite gloriosa com alguns amigos no paraíso-charuteiro local e é imediatamente bombardeado por uma esposa irada, com um palavreado de alta tensão do tipo "você foi de novo nessa droga de charutaria para queimar uma grana preta com esses charutos de m.... enquanto já devia estar em casa faz muito tempo!”

“Eu estou cansado e vou dormir, a gente conversa amanhã,” balbucia o guerreiro extenuado enquanto se dirige ao leito (ou para o sofá) para ponderar saídas que lhe permitam manter a relação sem ter de cortar um dos braços.

Algumas maneiras infalíveis para transformar situações altamente combustíveis em fumaça leve:

Cheiro.
Você terminou (ou ainda não) um gostoso robusto quando é chamado para uma reunião de diretoria, ou recebe uma chamada no celular do tipo "vem pra casa, agora!". O que você usa para disfarçar o charuto que está tão presente em seu hálito e roupas? Tridents, Tic-Tacs? Lembre-se do culpado real. A fumaça do charuto deixa resíduos na sua língua que tornam-se um local ideal para o crescimento de bactérias que atacam proteínas e liberam enxofre como sub-produto. Você tem de escovar essa droga. Só depois use um colutório bucal e coma uma fruta para neutralizar o que se passou em sua cavidade bucal.

Entretanto quando for encontrar-se com aquela reclamante de olfato impecável, daquelas que fica murmurando que você está cheirando pior que um zagueiro do Flamengo depois do Fla-Flu, leve uma muda de roupas além da escova de dentes. Cuidado, no entanto, pois isso poderia fazer parecer que você estaria pulando o muro. É o pior cenário, negue, negue, negue até a morte.

Grana.
A grana sempre é um problema em qualquer relação. Alguns casais discutem cada vez que há uma compra maior de charutos. Alguns charuteiros disfarçam pagamentos via depósitos diretos na conta do fornecedor e direciona extratos para o trabalho. Diversos casais negociam uma troca tipo "eu não vejo suas contas de charuto e você não vê minhas contas no Fashion Mall ou não chia da conta do "spa", por exemplo. Qualquer que seja a estratégia, como todos sabemos, a honestidade é sempre a melhor política. Pois sempre se poderia estar fazendo uso pior da grana da família. Mas se tudo falhar, sempre restará a hipótese de se pagar em dinheiro.

"Eu gasto demais (na opinião da chefa) em charutos," diz um aficionado. "Não que esconder coisas dela seja legal mas às vezes é melhor que não saiba, pelo bem dela e pelo meu!"

Tempo.
A não ser que você domine a dimensão tempo-espaço, não há como disfarçar o tempo que você perde (na opinião dela) ou usufrui (na sua) fumando seus lindos e favoritos charutos.

"Amor, quer que eu leve uns chocolates?" nem sempre servirá como compensação pelo valioso tempo que sua parceira nota que você passou longe dela enquanto você se deliciava com sua nova e bela aquisição de maduros em algum outro lugar.

Muito poucas esposas fazem companhia a seus maridos na varanda ou à beira da piscina e por muito pouco tempo mesmo. Uma quantidade muito menor tem em suas casas um lugar exclusivo onde fumar seja permitido. E os problemas surgem ainda mais agudos quando entra no aposento um gato, cachorro ou mesmo uma criança trazendo para o ambiente até então impoluto aquele cheiro acre de fumaça queimada. É a vez do outro ouvir os gritos, vindos do outro lado da casa, de "fecha a droga da porta". Ao que se seguirá uma série de olhos virados para cima, alguns "putz" e "drogas!". E para evitar esse clima, não há solução.

Por que não há chance de convivência?

O guerreiro combalido acorda no dia seguinte, ainda incerto de como enfrentará o futuro, mas armado de boas idéias em como combater uma esposa afrontada. Descansado agora, o amante do charuto se prepara para outro dia, esperançoso que outro conjunto de estratégias de bastidores venha a acalmar a ofendida. Talvez funcionem, talvez não. Quando tudo falha, sempre se pode voltar a Kipling e viver segundo suas palavras imortais: "Uma mulher é só uma mulher, mas um charuto é um prazer."

Artigo de Mistress Maduro, de 15/2/04, transcrito de Cigar Wise Online Magazine, livre tradução e adaptação.

14 fevereiro 2004

AS VARIEDADES DE UÍSQUE

Iremos agora falar sobre as variedades de uísque, segundo o barman profissional Angel Ojea. Os textos abaixo estão em seu livro “O Coquetel e Sua Arte” publicado pela Escrituras Editora.

ESCOCÊS – Somente pode receber a denominação “Scotch Whisky”aquele destilado e envelhecido por, pelo menos, três anos na Escócia. Há vários tipos de uísque destilados: malt whisky, produzido de cevada maltada e não maltada e trigo ou milho. Uma porção de cada barril evapora ao longo dos anos e diz-se que “evanesce em direção ao céu”- é o que os escoceses chamam de “parte dos anjos”. A secagem da cevada em fornos de carvão de turfa confere ao uísque escocês um sabor defumado. Para a criação de um perfeito blended (mistura de uísque de malte e de grão) são necessários de 35 a 200 diferentes uísques. É o caso de um dos uísques mais conhecidos e apreciados no mundo, o Chivas Regal, e a idade estampada na garrafa representa a idade do uísque mais jovem que o compõe.

IRLANDÊS – É o tipo “blended”, elaborado com cevada maltada e uísque de cereais. A cevada maltada é seca em fornos de carvão de pedra para que nenhum aroma defumado passe ao uísque. Além disso, diferencia-se do uísque escocês por ser mais encorpado.

AMERICANO – Há vários tipos de uísque americano. Os dois mais conhecidos são o Bourbon e o Rye. O Bourbon é destilado de mosto de cereais, com um mínimo de 51% de milho, e é envelhecido por quatro anos em barris de carvalho branco, novo, com o interior previamente carbonizado, conferindo-lhe um bouquet de baunilha. Seu nome origina-se do Condado de Bourbon, no Kentucky, e seu sabor é áspero, atribuído à água filtrada através de pedras calcárias. O Rye é elaborado com um mínimo de 51% de centeio (rye), e seu processo é similar ao do Bourbon, mas tem aroma e sabor mais acentuados. Há ainda o Tennesse Whiskey, que tem como seu representante mais famoso o whiskey Jack Daniel`s – este whiskey possui uma fase adicional de sazonamento a carvão de maple que modifica a bebida, dando-lhe o impulso inicial antes de ser colocado em barris para envelhecimento.

CANADENSE – Fabricado no Canadá sob a supervisão do governo, é elaborado com centeio, milho e cevada, sendo envelhecido por, no mínimo, quatro anos. É menos encorpado que o uísque americano. Indicado, pelo seu perfume, para o preparo de coquetéis (40% a 43,5%).


Abraços,

Marcelink

13 fevereiro 2004

A BEBIDA OFICIAL DO CJUB

O uísque, como todos sabem, é a bebida oficial do CJUB. Iniciaremos aqui uma série de artigos sobre este companheiro tão ilustre que sempre nos acompanha em nossas noites jazzísticas.

Artigo publicado no site www.basilico.uol.com.br:

A fama do uísque não é de hoje. Na língua dos célticos, antecessores dos escoceses, “uisgue beatha” significava “água da vida”.
Tal expressão era utilizada para se referir à bebida. O uísque mais apreciado por sua qualidade — o escocês — é elaborado a partir da mistura de malt whisky, grain whisky e água.

História:
Já conhecido desde 1494, sua produção foi aprimorada nos séculos 16 e 17:
Por seu valor medicinal, a bebida começa a fazer parte da vida dos escoceses como reanimador e estimulante durante o inverno rigoroso do país.
Seu sucesso chegou ao parlamento escocês e, no fim do século 17, os produtores da bebida começam a pagar impostos. Conseqüência: o contrabando tornou-se prática comum.
Até 1820, mais da metade da bebida consumida na Escócia era contrabandeada. O governo decidiu mudar as regras. Em 1823 criou-se uma lei sobre imposto de bebidas alcoólicas. Ela alavancou a indústria de scotch whisky e contribuiu para que o contrabando diminuísse drasticamente.

Tipos:
Grain whisky
É o uísque elaborado a partir de diversos cereais (geralmente milho) e um pouco de cevada malteada (sem turfar).
Blended whisky
Tipo mais consumido em todo o mundo, é elaborado a partir da mistura de malt whisky e grain whisky.
Malt whisky
É feito de cevada malteada e destilada em pot still (alambiques de cobre).


Marcelink

10 fevereiro 2004

Vencedores do Grammy - Categoria Jazz (???!!!)

Relação dos vencedores do Grammy deste ano na categoria "Jazz" (????!!!!):

Vejam o absurdo da escolha dos vencedores. NENHUM DELES É DISCO DE JAZZ, TODOS SÃO DE MÚSICA POP COMERCIAL. Por essas e outras é que os jovens iniciantes fazem uma tremenda confusão sobre o que é e o que não é jazz. Ainda por cima, depois de se meter em todas as aventuras possíveis e imagináveis, o trêfego Pat Metheny agora meteu-se nos meandros da New Age. Era só que faltava !!
Tenho muita pena dos jovens que começam a ouvir jazz. Eles poderão pensar serem estes CDs fundamentais na história do jazz porque ganharam um Grammy. Pobres novas gerações de ouvintes de jazz que são guiadas por absurdos como esse. O GRAMMY ESTÁ MAIS DESACREDITADO DO QUE NUNCA.

1. Best Jazz Instrumental Album, Individual or Group
Alegria - Wayne Shorter
(Verve Records)

2. Best Jazz Instrumental Solo
Matrix - Chick Corea
(Stretch Records)

3. Best Large Jazz Ensemble Album
Wide Angles - Michael Brecker Quindectet
(Verve Records)

4. Best Latin Jazz Album
Live At The Blue Note - Michel Camilo With Charles Flores & Horacio "El Negro" Hernandez
(Telarc)

5. Best Boxed Or Special Limited Edition Package
The Complete Jack Johnson Sessions - Miles Davis
(Columbia/Legacy Recordings)

6. Best Contemporary Jazz Album
34th N Lex - Randy Brecker
(ESC Records)

7. Best Jazz Vocal Album
A Little Moonlight - Dianne Reeves
(Blue Note Records)

8. Best New Age Album
One Quiet Night - Pat Metheny
(Warner Bros. Records)

05 fevereiro 2004

Transcrição de artigo da Billboard republicado pelo NYT

Transcrevo artigo do Dan Quelette para a Revista Billboard, traduzido livremente, cuja matéria achei curiosa por mencionar meu caro trompetista Enrico Rava e o assim dito fenômeno do sax, o garoto Francesco Cafiso.

O Festival da Umbria Visita a Grande Maçã
Sábado, 31 de Janeiro de 2004
Por Dan Ouellette

NEW YORK (da Revista Billboard) -
O Jazz é tão americano como o basketball. E tal como as cêstas, encontrou apelo internacional como um dos mais completos itens culturais de exportação dos EUA. A Itália por sua vez tornou-se uma base vital para o jazz, onde a música enraizou-se e frutificou.

Um contingente completo de italianos do Festival da Umbria chegou a New York e ficou de 12 a 24 de janeiro para alardear sua enorme festa jazzística. O Festival da Umbria está celebrando seu 30o. aniversário entre 9 e 18 de julho.

O evento nova-iorquino também fez incidir os holofotes em duas gerações de artistas de jazz do país. A serie de concertos apresentou o veterano jazzista [o trompetista] Enrico Rava Enrico Rava e a revelação de 14 anos [o saxofonista] Francesco Cafiso.

Como acontece em muitos lugares onde o jazz deixou sua marca a Itália produziu seus próprios dialetos diferenciados, que geralmente voam sob as telas de radar dos ouvintes americanos. No caso em tela: o trompetista e líder Rava, que se revelou na noite de abertura da série de cinco em que tocou no Blue Note.

Diante de uma multidão que incluía seu colega trompetista Wynton Marsalis e a atriz Isabella Rossellini, Rava liderou seu quinteto - destacando-se o estelar pianista Stefano Bollani - através de um set marcante de baladas apaixonadas e peças em uptempo exilarantes. Rava tocou músicas de seu novo álbum, "Easy Living," a ser lançado no próximo dia 16 de Março, pela ECM Records.

"O jazz italiano realmente chegou ao seu cerne nos últimos 10 a 15 anos," diz Rava, um inovador no jazz que fez espuma nos anos 60 quando morou em Nova Iorque e colaborou com o saxofonista soprano Steve Lacy e a "bandleader" Carla Bley. "Antes disso, havia poucos músicos de jazz de excelência, embora sempre tivéssemos tido fortes pianistas."

Rava explica que os ouvintes na Itália começaram a gravitar em torno do jazz no início dos anos 70, depois que as cidades pelo país afora baniram os concertos de rock por conta do seu comportamento desregrado.

"As pessoas sempre buscam por musica, e aí elas passaram a freqüentar concertos de jazz porque eram os únicos permitidos pelas administrações municipais," diz Rava, que nota que hoje o rock vem voltando a prevalecer. "Mas alguma audiência permaneceu fiel ao jazz. É o que fez o Festival de Jazz da Umbria decolar."

Rava diz também que os jovens músicos italianos também foram mordidos pela mosca do jazz. Muitos artistas do jazz como Lester Bowie, Chet Baker e Lee Konitz foram à Italia e tocaram com bandas totalmente italianas.

"Há hoje um número formidável de jovens italianos que estão tocando um jazz incrível," diz Rava, que aponta o adolescente Cafiso como um exemplo disso. "Francesco é fantástico. E a cada ano estão aparecendo outros jovens tão bons como ele. Quem sabe, talvez no ano que vem alguém vai descobrir um menino de 4 anos que possa tocar como Bird, Phil Woods ou Trane."

Na segunda semana do "Umbria Jazz Festival in New York", Francesco Cafiso foi revelado às audiências americanas. Chamado de "O Menino Fantástico" pelo escriba [e expert] do jazz Ira Gitler - que o viu tocar no último verão italiano - Cafiso humildemente demonstrou que, de fato, era um "natural". ao tocar diante de uma grande platéia só de convidados no restaurante San Domenico, no Central Park.

Apoiado pelo "swinging jazz trio" do pianista James Williams, com o baixista Ray Drummond e o baterista Ben Riley, o fenômeno do sax alto tocou linhas ebulientes em "All Blues," com suas bochechas infladas -- reminescentes da forma com que Dizzy Gillespie tocava seu trompete. Ele também desceu ao íntimo de "Body and Soul." Na parkeriana "Donna Lee," ele demonstrou estar pronto para o desafio do bebop com linhas velozmente lancinantes mas cheias de emoção.

Cafiso tocou outras vezes pela cidade na mesma semana, incluindo uma apresentação como convidado [muito, devido à importância do convite] especial da Orquestra de Jazz do Lincoln Center, no Alice Tully Hall, em dois concertos da série European Soundscapes [algo como Paisagens Sonoras Européias].

Nota adicional: Esta foto de Cafiso é também o link para o artigo no site da IJFO-International Jazz Festivals Organization que comenta o importante prêmio internacional que Cafiso receberá este ano.

04 fevereiro 2004

DELIRA MÚSICA - Eventos para se conferir

A Luciana Pegorer, CEO da DELIRA MÚSICA, que além da gentileza de nos mandar CDs para derem sorteados nas CJLs, tem sido espectadora fiel dos concertos produzidos pelo CJUB, pede que divulguemos alguns dos eventos sob sua responsabilidade. Anotem nas agendas:

05/02 - amanhã às 23h. - Momento Jazz, do Nelson Tolipan- Rádio MEC FM 98,9 Mhz - Programa especial sobre a coleção The Jazz Masters do selo Delira Música, com a participação da Luciana;

12/02 - quinta-feira - 18h. - Arlequim Discos - Av. 1º de Março, no Paço Imperial - Lançamento do CD "Ciclos - ao Vivo", de Luiz Avellar, editado pela Delira;

17/02 - terça-feira - 18h. - Arlequim Discos - Av. 1º de Março - Paço Imperial - Lançamento do CD "Taluá" do Trio Taluá.

Todos avisados, agora é só ir lá para prestigiar esse trabalho da DM.

02 fevereiro 2004

IMPERDÍVEL: UFRJazz ENSEMBLE amanhã no CCJF

Julinho TrompeteSe você gosta de big-bands, não perca amanhã, dia 3, no Centro de Cultura da Justiça Federal, na Av. Rio Branco, 241, na Cinelândia, a apresentação dessa que é uma excepcional orquestra de jazz. Sob o comando do Maestro José Rua, a UFRJazz, acrescida de Julinho Trompete (na foto), compositor e trompetista brasileiro que reside na Alemanha há tempos e que se encontra no Rio brindando a orquestra e o público com arranjos e sua arte no palco.
É uma oportunidade muito boa para os aficionados pela música instrumental de excelência, seja ela jazz ou não, poderem conhecer os talentos cariocas desse conjunto de qualidade indiscutível. Eu já comprei o meu ingresso.