Editores e Colaboradores : Mauro Nahoum (Mau Nah), José Sá Filho (Sazz), Arlindo Coutinho (Goltinho); David Benechis (Bené-X), José Domingos Raffaelli (Mestre Raf) in memoriam, Luciana Pegorer (PegLu), Luiz Carlos Antunes (Llulla) in memoriam, Ivan Monteiro (I-Vans), Mario Jorge Jacques (MaJor), Gustavo Cunha (Guzz), José Flavio Garcia (JoFla), Alberto Kessel (BKessel), , Gilberto Brasil (BraGil), Reinaldo Figueiredo (Raynaldo), Claudia Fialho (LaClaudia), Marcelo Carvalho (Marcelón), Marcelo Siqueira (Marcelink), Pedro Wahmann (PWham), Nelson Reis (Nels), Pedro Cardoso (o Apóstolo) e Carlos Augusto Tibau (Tibau).

BLOG CRIADO em 10 de maio de 2002

31 julho 2002

Tenho, há alguns meses, o referido "ballads" da Karrin Allyson e considero um razoável trabalho de uma cantora de carreira inconstante, embora algo prestigiosa. Acho que começa bem, mas depois o disco vai se perdendo num clima soft, que mais faz parecer um arremedo do grande "ballads" do Coltrane, o qual, aliás, saiu em versão nova, remasterizado e com bônus tracks. No mais, continuem com o botão "relax" ligado, ok ?
David e Mau Nah, quanto ao "domingo" nada mais a acrescentar ao já dito ou escrito, portanto vamos ao que de fato rola no momento; o cd de duo com uma das versões citadas do "So What" é do Michel Petrucciani com o Eddie Louie, e caso não consiga já estou providenciando cópia, pois vale a pena. Também estou querendo ( viu Mau Nah ) o Jimmy Smith e o do Tito com a tal versão poderosa do "Take Five", ambos numa praia mais distante do tradicional Jazz, e que não é para todos...Lembro que existe uma versão da mesma com o Accoustic Alchemy, também do grande c, e que estou atrás.
Como novidade da semana "Karrin Allyson" ( Ballads ) em homenagem ao John Coltrane acompanhada por James Williams ( p ), John Patitucci ( b ), Lewis Nash ( d ), James Carter ( ts ) e Steve Wilson ( ss ), cuja avaliação emitirei na próxima.
Até lá.
Amigos do CJUB: quando passarem por alguma imagem, relativa aos nossos assuntos e digna de ilustrar este pedaço de tela, por favor copiem a URL e me mendem via email, para ser incorporada ao visual do pedaço.
Meu Caro Bené X,
suas presença e comentários, que denotam um largo conhecimento, nas diversas modalidades musicais roladas, foram recebidos com "mucho gusto". Espero poder repetir o lance outras vezes e até com alguma assiduidade.
Em termos de novidades para mim, o Calle 54 tem coisas basais, como o Chano Dominguez, que não conhecia e que já estou correndo atrás pois gosto muito de flamenco e a mistura com o jazz ficou riquíssima. O número do conhecido Michel Camilo é assombroso, já ouvira mas nunca assistira a algo semelhante àquilo. O vídeo todo é precioso, eu diria. Já estou na segunda audiovisão dele.
Suas demais "apresentações" estão sendo apreciadas com o vagar que merecem: do que já ouvi, Tito Puente pilotando Take Five é do Olimpo, muito diferente mesmo, e que balanço! O Jimmy Smith, fez juntar gente na porta do meu carro na terça, pois estava conversando com o Zé Lourenço, que é pianista e chegaram o Toca Delamare e outros caras do conjunto dele para cumprimentar. Eu mostrava a faixa da abertura, os caras ouviram e ficou a galera toda de boca aberta...
Se precisar de algum dos discos me avise pois estou com o botão "relax" na posição de ligado. Abraço.

30 julho 2002

Nota 1000 para a hospitalidade do editor, bom gosto na seleção, primeiro, das companhias - aí incluído o luxo da presença de uma diva da Bossa - e depois, dos vídeos e demais sons pinçados no agradável entardecer de ontem. O radicalismo da maioria dos presentes foi a (boa) surpresa da noite, trazendo alívio a este colaborador, confortado em ver que o maniqueísmo no jazz está mais vivo que nunca: do "isto é uma m...." ao "isto é maravilhoso", sem necessariamente trocar a mídia, bastavam poucos compassos. Apostas - proibidas por lei - e, pior, em moeda estrangeira - também vedada, até quando indexador - a todo momento se apregoavam, em desafios aos ouvidos dos mais modestos, e às gargantas dos duelistas.
Diana Krall teve suas virtudes estético-musicais e preferências étnico-sexuais debatidas com entusiasmo, culminando co m intrigante e paradoxal metáfora empregada pela Wanda Sá: "Essa mulher é um monstro!", da qual certamente 90% das demais cantoras brasileiras discordaria. Não prometo me aventurar no próximo pôquer jazzístico, mas aguardo, ansioso, nova oportunidade de edificação musical como a de ontem.
Para o caro amigo Sá, não tenho as duas versões de "so what" com o Petrucciani, mas já encomendei os CDs na BN, mercê de sua indicação. Quanto, finalmente, ao Jimmy Smith do encore, o nome do CD, "Damn", e o selo colado na capa, "one listen says it all", literalmente, dizem tudo ...
Ao dispor, Bene-X, o Malcolm albino e judeu ...

26 julho 2002

Noite de quarta feira, CCBB, uma programação estimulante: Ricardo Silveira fazendo um tributo ao seu maior ídolo (como afirmado por ele no show) Wes Montgomery, um dos mais competentes guitarristas que o jazz já teve. E se não o precursor, um dos mais destacados nos solos em oitavas e de acordes.
Nosso excelente Ricardinho não decepcionou em nenhum momento, e conseguiu abrilhantar sua apresentação com muita competência nesses acordes e no dedilhar acústico, em tudo semelhantes aos do seu paradigma. Sua escolha de repertório foi muito boa, misturando standards como I've Grown Accostumed to Her Face, Round Midnight e Body and Soul a outros hits de Montgomery mais populares, e nem por isso menos estimulantes como Tequila, Full House e Road Song, esta numa interpretação singularmente bela e precisa de Ricardo.
No piano, o jovem e promissor Marcos Nimrichter se destacou em solos seguros e muito criativos enquanto pôde, posto que foi quase sempre abafado, nos seus parcos momentos de "solo playing", pela bateria pesada e destoante -em volume de amplificação e na estrutura inadequada- de Carlos Bala, cabível num show de rock porém nunca em uma apresentação que se sabia de antemão intimista. Um bom baterista que foi, a meu ver, incorretamente escalado pela produção do evento pois sua vontade de destacar-se em todos os números e o peso desmesurado que colocou em TODOS os temas fizeram os aficcionados torcerem-se em seus lugares, rezando para que alguém de bom senso cortasse a energia dos 4 ( ! ) microfones que amplificavam sua já vigorosa cozinha, o que infelizmente não ocorreu.
Por outro lado, como um oásis de competência, a figura serena, segura e profissional do baixista Jorge Hélder abrilhantou a seção rítmica, mantendo com Ricardo estimulantes colóquios nas peças de maior intensidade.
Um ótimo espetáculo que, não fosse a pirotecnia deslocada de Bala, teria lugar garantido junto das nossas melhores lembranças. Talvez tivesse sido útil haver convidado o baterista ao Chivas Jazz deste ano, onde apresentaram-se diversos outros profissionais das baquetas, todos praticando suas musicalidades em instrumentos com montagem parca e leve, posto que no jazz moderno tendem a ser usinas de ritmo e, não necessariamente, de barulho. Com a palavra os demais assistentes.

24 julho 2002

Ao bom Mau Nah, fvr notar que tal relação saiu no "JB" já tem um tempo, mas como bem dizia vovó; o que abunda não prejudica, quanto ao David, já coloquei a disposição o Wayne Shorter ( "Footprints Live" ) e gostaria de saber falando em "So What", se tem a versão com o Michel Petrucciani Trio ( Live in Tokyo ), bem como em duo ( Piano e Orgão ) também ao vivo em Paris.
Acabei de pegar emprestado num blog de um "colégua", a lista abaixo. Não sei se é coisa requentada, mas foi a primeira vez que tive acesso a essa lista:

Jazz Journalist Association Announces 2002 Award Winners
Dave Holland Named Musician of the Year


The Jazz Journalists Association held its sixth annual Jazz Awards event on Wednesday, June 19 at Jazz Standard (116 E. 27th Street, New York City), with upwards of 300 musicians, journalists, photographers, broadcasters, news media professionals, and industry executives from Europe and North America in attendance. The capacity audience was treated to celebrated actor Avery Brooks and longtime comedian and jazz funnyman Soupy Sales as Master of Ceremonies, and guest appearances from Marian McPartland, Dr. Billy Taylor, Cassandra Wilson, Bill Charlap, Dave Douglas, Chano Domingues, Eddie Bert, Gary Giddins and Roy Haynes, among others. Pianist Roberta Piket's trio with bassist Rufus Reid and drummer Billy Hart, and bassist Ben Allison's Quintet (Michael Blake, saxes; Mamoudou Dibate, kora; Frank Kimbrough, piano; Michael Sarin, drums) performed full sets.

Based on votes cast by members of the 400 strong JJA international membership, and presented at a benefit for the Jazz Foundation of America, the awards -- handsome 6 1/2 inch obelisks, individually inscribed and with a floating acetate of the JJA's logo -- were given in 40 categories, which included Lifetime Achievement in Jazz, Lifetime Achievement in Jazz Journalism, Musician of the Year, and Jazz Film/Video of the Year. Along with the JJA, the JFA presented Discretionary Awards to veteran jazz producer George Avakian, Dr. John Minichetti and Dr. David Feldman, both of whom are associated with Englewood Hospital, New Jersey.

Presenters included: many journalists and still Marian MacPartland, pianist; Danny Meyer, proprietor, Jazz Standard; Claire Daly, baritone saxophonist; Lorraine Gordon, Village Vanguard proprietor; Jeff Kliman, photographer; Suzan Jenkins, jazz industry veteran; Jeff Levenson, jazz industry veteran; Bill Gottlieb, photographer; Martin Mueller, director, New School Jazz and Contemporary Music Program; Dan Morgenstern, Institute of Jazz Studies and Lauren Deutsch, executive director, Jazz Institute of Chicago.



JAZZ AWARDS 2002 WINNERS

1. Lifetime Achievement in Jazz (joining previous honorees Benny Carter, Ornette Coleman, Max Roach, Sonny Rollins and John Lewis)
Winner: Clark Terry
2. Musician of the Year (achievement in sound recordings, live concert performances and overall presence, April 15, 2001 - April 15, 2002)
Winner: Dave Holland
3. Album of the Year (Released April 15, 2001 - April 15, 2002)
Winner:Charlie Haden, Nocturne (Verve)
4. Reissue of the Year:
Winner: Billie Holiday, Lady Day: The Complete Billie Holiday on Columbia, 1933-1944 (Columbia Legacy)
5. Events Producer of the Year:
Winner: André Ménard, Festival International de Jazz De Montréal
6. Composer of the Year:
Winner: Henry Threadgill
7. Male Singer of the Year:
Winner: Kurt Elling
8. Female Singer of the Year :
Winner: Cassandra Wilson
9. Recording Debut of the Year (Artist's First Effort As a Leader) :
Winner: Norah Jones, Come Away With Me, (Blue Note Records)
10. Afro-Caribbean Jazz Album of the Year:
Winner: Omar Sosa, Sentir (Ota Records)
11. Brazilian Jazz Album of the Year:
Winner: Trio Da Paz, Partido Out (Malandro Records) (obs: alguém sabe do que se trata?)
12. Small Ensemble of the Year (nonet or smaller):
Winner: Wayne Shorter Quartet
13. Large Ensemble of the Year (tentet or bigger, including big bands, jazz orchestras, contemporary symphonies, et. al.):
Winner: Mingus Big Band
14. Trumpeter of the Year:
Winner: Dave Douglas
15. Trombonist of the Year:
Winner: Wycliffe Gordon
16. Brass of the Year (tuba, French horn, etc.):
Winner: Howard Johnson, tuba
17. Alto Saxophonist of the Year:
Winner: Greg Osby
18. Tenor Saxophonist of the Year :
Winner: Chris Potter
19. Soprano Saxophonist of the Year:
Winner: Wayne Shorter
20. Baritone Saxophonist of the Year:
Winner: James Carter
21. Clarinetist of the Year:
Winner: Don Byron
22. Pianist of the Year:
Winner: Bill Charlap
23. Organ-Keyboards of the Year :
Winner: John Medeski
24. Guitarist of the Year:
Winner: Russell Malone
25. Acoustic Bassist of the Year :
Winner: Dave Holland
26. Electric Bassist of the Year:
Winner: Steve Swallow
27. Strings Player of the Year:
Winner: Regina Carter
28. Mallets Player of the Year:
Winner: Stefon Harris
29. Percussionist of the Year:
Winner: Kahil El'Zabar
30. Drummer of the Year:
Winner: Roy Haynes
Queria informar aos amigos que migramos para a categoria PRO do Blogger, sem anúncios na página e com futuras facilidades que passarei a todos os co-editores assim que aprender os macetes. Alterei um pouco o título (nada a ver com o endereço da página na qua se o lê, ordinariamente) do blog para facilitar a postagem, pois os botões de "post"e "post & publish", pelo menos no meu browser, estavam invisíveis, devido ao comprimento do "Charutos em Riste, etc...".
Talvez seja mais um caso da versão mais moderna, porém pior, que existe em diversos programas, por aí na rede. Vamos ver como vai ficar.

23 julho 2002

Testemunha ocular fui eu ontem, ao ter a oportunidade de abrir uma caixa da BN ainda lacrada, por cortesia do nosso grande Bené X, como já passou a assinar. Funciona a contento, entregue onde a gente quiser.
Para 4 itens, o frete não chegou a 11 deláres. O que levou um CD de 12 deláres a ficar, na mão, em cerca de 38 decáres (convertidos a 2,90). Qualquer baixa na moeda de lá, melhora substancialmente esse preço final. Para os colecionadores uma ótima, estimulante -e agora, testadíssima- notícia.
Aproveito para perguntar ao Bené X se gostaria de convidar outros amigos aficionados, entre os quais incluo o craque Arlindo Coutinho, a participar do blog sem compromisso de qualquer espécie, apenas pelo prazer de comentar qualquer coisa se e quando der na telha (ou mesmo, comentar alguma nota que precise de reparo). Se topar(em), basta me mandar os emails respectivos para que eu os inclua na área de postagem.
Lembrando que, para simples comentários sobre as notas postadas, nada disso é necessário.
Grande abraço a todos.

22 julho 2002

Agradeço a gentil menção de nosso editor à listening jam que rolou lá em casa, aproveitando o ensejo para estender o convite, em novas oportunidades, aos companheiros do Blog.
Quanto às encomendas pela BN, matei a cobra e mostrei ... Consegui completar a coleção de todos os CDs do Pilc em catálogo. Estão ao dispor.
Quanto ao CD do H. Hancock, não é para primeira audição, claro, mas depois da terceira ou quarta, parece realmente muito bom. Hargrove soa um pouco deslocado, na minha opinião, já que ele é melhor no mainstream do que no jazz mais contemporâneo. No mais, não consegui, realmente, perceber qualquer traço de "so what" no medley "so what/impressions", por mais atentamente que ouvisse. Pra mim aquilo é só "impressions". E olha que "so what" é meu tema preferido de jazz, de todos, sem exceção, do qual eu tenho um sem número de versões. Estou ansioso para ouvir o novo do Wayne Shorter, o primeiro acústico em 20 anos, ao que tudo indica. Por fim, recomendo uma raridade que há pouco saiu em CD, um LP duplo da Ella que estava há anos fora de catálogo: "Ella at Juan-les-Pins", sensacional e raro, repito, tal como "Ella in Hamburg", cujos vinis o Cohen de NY (Jazz Record Center) me cobrou os olhos da cara, há uns quatro anos atrás. Um abraço do Bene-X, the jazz rapist, quer dizer ... rapper ...
Mau Nah, não consegui ler sua mensagem apenas data e hora ? What hell is done ???

18 julho 2002

Senhores e (as ??? ), esta é só para dizer que estou de volta ??? Fiquei com inveja dos quitutes apreciados "Chez David", muito embora o video do Miles eu tenha e é de fato precioso como registro visual. Agora as recomendações; novos Cd's da cantora Paula West ( Come What May ), Herbie Hancock ( Live "Tribute to Miles & Coltrane") retornando ao Jazz acompanhado de R. Hargrove e M.Brecker entre outros, além do novo do Wayne Shorter ( Footprints Live ), já cotado pela Down Beat com ***** ( coisa rara ultimamente ). È isso...

08 julho 2002

Uma grande noite! Ontem, domingo, em casa do nosso gentilissimo amigo e colaborador David Benechis. Presentes ainda as ótimas figuras dos entusiastas "Los Dos Marcelos", Lão e Linho; e ainda de Arlindo Coutinho, um mestre na arte de produzir saborosos comentários e deliciosas histórias paralelas sobre quase todas as peças de ótimo jazz ali apresentadas e/ou seus executantes.
Diante das prateleiras lotadas de preciosidades sonoras e visuais do David, rolaram e fizeram os presentes deliciarem-se, diversas peças trazidas pelo grupo, a destacar um vídeo onde Miles, Coltrane, Ray Brown e Gil Evans "incendeiam" um estúdio num levada de "So What" de arrepiar as sobrancelhas...
Um outro quitute, ainda em vídeo, com a excelente Jane Monheit na sua apresentação em São Paulo, deste ano, levou os presentes à unanimidade quanto ao seu excepcional futuro como diva do jazz.
Numa gravação rara trazida pelo Arlindo, pudemos ouvir ainda uma ótima Toshiko Akioshi em belíssimos arranjos para seu piano e orquestra.
Uma outra raridade, ouvimos um disco no qual alguém conseguiu juntar 3 dos melhores pistonistas/flugelhorners do jazz, a saber, o mestre Dizzy Gillespie, mais Clark Terry e Freddie Hubbard. Que foi para ninguém dizer uma palavra a mais e ouvir quieto. Show de bola.
Apresentado o disco de Dennis Rowland em tributo ao Miles, com Sal Marquez e Wallace Roney nos pistons, considerado bom e digno de ser copiado.
E ainda dignos de destaque, entre outras várias coisas boas, o disco Free Wheelin' do Claudio Roditi e um Jean Michel Pilc em duo com o baixista holandês Hein van de Geyn.
Ficamos de marcar uma outra rodada dessas para breve.